Eleição nos EUA não muda negociação do tarifaço; proposta americana deve chegar em dias
Ministro Márcio Elias Rosa diz que o governo espera receber até a próxima semana o termo de referência dos Estados Unidos, com os setores em que os americanos querem redução de tarifas.
Por que afeta o RS: Produtos e empresas gaúchas expostos a barreiras tarifárias dos Estados Unidos sofrem efeito direto na exportação.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça (3) que o resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos não altera a negociação para reverter o tarifaço sobre o Brasil. Sobre o efeito das eleições de meio de mandato, respondeu: "Não muda absolutamente nada".
Para exportadores gaúchos, o que pesa agora é o documento que os americanos prometeram enviar, com a lista de setores em que os EUA querem reduções tarifárias.
Proposta dos EUA é esperada até a próxima semana
O ministro falou com jornalistas depois de participar de um seminário sobre minerais críticos e estratégicos na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o Brasil deve receber o documento nesta semana ou na outra, e os americanos estão trabalhando nele, inclusive com conversas informais no período.
Em 30 de setembro, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa se reuniram em Milwaukee, nos EUA, com o representante comercial americano, Jamieson Greer, à margem da reunião de ministros de comércio do G20. Nesse encontro, o governo americano se comprometeu a enviar, em até quatro semanas, um termo de referência com o esboço do acordo.
O prazo já havia sido tratado por Elias Rosa em 8 de outubro. Na ocasião, ele disse esperar o texto em três ou quatro semanas e afirmou imaginar que o documento chegaria no começo de novembro, para então ser publicizado e respondido com ofertas brasileiras.
Como funciona a rodada
Os americanos devem indicar os setores em que querem oferta de redução de tarifa, e o Brasil responde na sequência. Depois do envio, caberá ao governo brasileiro apresentar ofertas e contrapropostas.
A China pediu para participar do processo, mas os EUA se opuseram ao ingresso dos chineses.
As rodadas de tarifaço incluem uma de 25%, justificada pela Casa Branca com base em supostas práticas desleais do Brasil em áreas como Pix, etanol e propriedade intelectual. O MDIC não detalhou quais produtos brasileiros seriam contemplados em eventual redução.
O governo brasileiro aguarda o termo de referência dos EUA até a próxima semana. Quando o texto chegar, o Brasil prepara as ofertas e a resposta ao governo americano.
Perguntas frequentes
O resultado das eleições dos EUA muda a negociação do tarifaço?
Não. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o resultado das eleições legislativas americanas "não muda absolutamente nada".
Quando o governo brasileiro deve receber a proposta dos EUA?
O ministro disse que o documento deve chegar nesta semana ou na próxima, com a lista de setores em que os americanos querem redução de tarifas.
O que o Brasil faz depois que receber o documento?
O governo apresenta ofertas e contrapropostas aos setores indicados pelos EUA.
A China vai participar da negociação?
A China pediu para participar, mas os EUA se opuseram ao ingresso dos chineses.
Saber mais: fontes consultadas (5)
- Agência de notícias via A Gazeta de Dourados (declarações do ministro a jornalistas, 3/11)
- iMirante (g1, declarações do ministro e contexto das tarifas)
- Space Money (declaração sobre as midterms e China)
- Brasil em Folhas (prazo de quatro semanas acordado em 30/9)
- Jornal de Brasília (declaração do ministro em 8/10 sobre o prazo)
Do interior do RS
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