Milhares vão às ruas na Venezuela por eleições e pelo retorno de María Corina Machado
Protesto nacional foi o primeiro da oposição em quase dois anos; a presidente interina Delcy Rodríguez promete votar, mas não diz quando.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Milhares de venezuelanos protestaram nesta quinta (22) em Caracas e em outras cidades do país. Pediram a marcação de eleições presidenciais e o retorno da líder opositora e Nobel da Paz María Corina Machado. Foi o primeiro protesto opositor de alcance nacional em quase dois anos.
A crise política na Venezuela segue sem calendário eleitoral. A presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice de Nicolás Maduro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, dizem que haverá eleições. Nenhum dos dois fixou data para a votação legislativa nem para a presidencial. A oposição quer a presidencial em 2027.
Concentração em Caracas e atos em quatro cidades
Em Caracas, cerca de 2.000 pessoas se reuniram de forma pacífica. A convocação era para as 16h locais, na Praça Venezuela, em frente à Torre Polar. Os cartazes cobravam eleições e diziam "Marquem a data, nós votamos".
O Vente Venezuela, movimento de Machado, organizou o protesto, que também teve atos em Valencia, Maracay, San Cristóbal e Maracaibo. Em Táchira, na fronteira com a Colômbia, também houve manifestação. Em Ciudad Bolívar, militantes denunciaram o fechamento de uma via onde pretendiam protestar.
As forças de segurança tiveram presença mínima nos locais, e em muitas cidades menores os manifestantes se dispersaram antes do anoitecer. O chavismo, no poder desde 1999, já usou essas forças contra protestos no passado.
"Não vamos esperar até 2028", disse Maria Debora Marin, 57 anos, dona de loja em Valencia. Ela se referia a rumores de que a eleição ficaria para 2028. A oposição acusa o governo de avaliar convocar a presidencial apenas para 2028.
Machado, fora do país, não tem data para voltar
Machado está fora do país há quase um ano, depois de viver escondida após a eleição contestada de 2024. Ela afirma que a votação precisa ocorrer até julho de 2027. Exilada no Panamá, ela prometeu voltar, mas foi impedida sete vezes, segundo fontes do partido.
O Vente Venezuela levou às ruas quatro exigências: garantias para o retorno de Machado, um calendário eleitoral, eleições presidenciais em 2027 e a libertação dos presos políticos.
Negociação com o governo não inclui o partido de Machado
Os EUA trabalham de perto com o governo interino de Delcy Rodríguez desde que forças americanas capturaram Maduro, em janeiro. Uma facção da oposição negocia com o governo, com apoio dos EUA, a reformulação do Supremo e do órgão eleitoral para dar garantias a eventuais eleições. A última rodada foi neste mês, mas as mudanças podem levar tempo.
A negociação não inclui o movimento político de Machado, que diz não querer atrapalhar o andamento das conversas. O governo de Delcy Rodríguez não anunciou data para a eleição presidencial até esta sexta (23).
Saber mais
Leia também
Novo PET/CT acha 97,9% das lesões de câncer de rim de células claras em estudo preliminar

Cerca de 40 bombeiros treinam resgate em estruturas colapsadas em Guaporé

EGR prevê liberar ponte entre Encantado e Muçum a todos os veículos em 26 e 27

Kremlin diz que negociação com a Ucrânia, mediada pelos EUA, está prevista para novembro

Mais lidas
1Adolescente de 16 anos cai do 3º pavimento de shopping em Caxias e está em estado grave2Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio e inelegibilidade por 8 anos3Falhas críticas no PHP tiram sites do ar pelo mundo; correção está nas versões 8.2 a 8.54Debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro começa às 21h20 desta sexta; veja onde assistir5Flávio impõe condições para abrir sigilos; campanha de Lula diz aceitar todas