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Milhares vão às ruas de Túnis contra o presidente Kais Saied na maior marcha em anos

Convocado por nove entidades, entre elas a central sindical UGTT, o ato reuniu opositores de vários partidos, advogados, médicos e jornalistas.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 12:21 · 1 min de leitura

Manifestantes em Túnis durante ato contra o presidente Kais Saied (foto de scossargilbert, Wikimedia Commons, CC BY 2.0).
Foto: scossargilbert / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Milhares de tunisianos marcharam em Túnis neste sábado (17) contra o presidente Kais Saied. Foi o maior protesto contra o presidente em anos, com acusações de que ele enfraquece a democracia e administra mal a economia. A central sindical UGTT e entidades da sociedade civil lideraram o ato.

A Tunísia vive uma crise que os manifestantes levaram para a rua. O país enfrenta piora dos serviços públicos, cortes recorrentes de água e energia e falta de medicamentos e de produtos essenciais.

"Sofremos com cortes de luz e de água, e uma crise atrás da outra" , disse o manifestante Yassine Gharseli, que veio de Sfax, a cerca de 250 km da capital.

Nove entidades convocaram a marcha

A concentração foi na Praça Mohamed Ali Hammi. Ali se reuniram milhares de pessoas a convite de nove organizações nacionais e grupos da sociedade civil.

Entre elas estão o sindicato dos jornalistas, a ordem dos advogados e a Liga Tunisiana de Direitos Humanos. O trajeto previsto levava à Avenida Habib Bourguiba, no centro. Centenas de policiais foram posicionados pela capital.

Pauta mistura liberdades e custo de vida

Os manifestantes pediram a libertação de críticos de Saied e o fim do que chamam de ataques aos direitos sindicais. O secretário-geral da UGTT, Slah Eddine Salmi, discursou no ato. "O silêncio não será mais aceitável", disse.

O presidente governa com poderes ampliados desde 2021. Naquele ano, Saied assumiu poderes amplos, dissolveu o Parlamento, demitiu dezenas de juízes e passou a governar por decreto, ações que opositores chamam de golpe.

Ele nega ser ditador e acusa adversários de provocar crises econômicas para alimentar a tensão social.

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