Manuela D'Ávila, Pimenta e Pretto são cotados para ministérios de Lula após reeleição
Tarso Genro e Márcio Tavares também aparecem em bastidores; Planalto não confirmou nomes, e distribuição de pastas depende de acordo com o centrão.
Por que afeta o RS: Possível nomeação de três gaúchos para ministérios federais, com impacto direto na representação do estado no governo.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Três gaúchos aparecem como candidatos a ministro no próximo governo de Luiz Inácio L federal Manuela D'Ávila (PSOL), o deputado federal Paulo Pimenta (PT) e o ex-presidente da Conab Edegar Pretto (PT). A lista circula nesta segunda (26), um dia depois de o TSE confirmar a reeleição do petista. Segundo reportagem do Grupo RBS, Lula deve nomear dois ou três ministros do Rio Grande do Sul. O Planalto não confirmou nomes nem informou data para anunciar a equipe.

Para o estado, a conta é de representação. Manuela e Pimenta disputaram o Senado pelo RS e perderam para Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo). Pretto abriu mão de concorrer ao governo gaúcho e foi candidato a vice na chapa de Juliana Brizola. A reportagem trata os convites como retribuição ao trabalho de campanha, e não como acomodação de derrotados.
Quais pastas estão no radar
Manuela é apontada como possível ministra da Mulher. Pimenta aparece como cotado para as Cidades, mas poderia ocupar outras pastas. Pretto seria o nome natural para o Desenvolvimento Agrário, mas também pode voltar à Conab, estatal que já presidiu. Tarso Genro é lembrado para a Segurança Pública, e Márcio Tavares, para a Cultura.
A rádio Caiçara também coloca Pimenta e Pretto entre os nomes fortes para ocupar espaço no governo federal. Pimenta mantém prestígio e espaço político junto a Lula, mesmo sem mandato após a derrota ao Senado, e Pretto é o outro nome forte. Pimenta já foi ministro: comandou a Secom desde 1º de janeiro de 2023 e deixou o cargo em 14 de janeiro de 2025.
Centrão limita o espaço
O principal obstáculo para acomodar mais de um gaúcho é o Congresso. Segundo a reportagem, Lula terá de ceder pastas ao centrão para garantir um mínimo de votos. O vice-presidente Geraldo Alckmin é cotado para a Fazenda.
A vitória foi apertada. Lula foi considerado reeleito às 21h08, com 97,69% da apuração concluída: 62,6 milhões de votos (51,74% dos válidos), contra 58,4 milhões (48,26%) de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O novo mandato vai de 2027 a 2030.
A posse está marcada para 1º de janeiro de 2027, e os ministros costumam ser anunciados antes disso. O Planalto não informou quando divulgará a equipe.
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