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Malafaia chama filhos de Bolsonaro de jumentos e análise da Folha vê divórcio gospel

Pastor reagiu em mensagem a aliados à carta em que Flávio se disse presidente eleito, e a Folha lê o episódio como sinal de distanciamento de líderes evangélicos.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Arte: Ilustração de dois pássaros de costas um para o outro, em tons de azul e vermelho, sobre fundo cinza com faixa amarela
Arte: Bairrista

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, criticou duramente os filhos de Jair Bolsonaro em mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp na quarta-feira (28). A reação veio depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar uma carta em que se apresentava como presidente eleito. Uma análise publicada pela Folha de S.Paulo em 31 de outubro interpreta o episódio como sinal de afastamento entre lideranças gospel e o bolsonarismo.

Não houve anúncio de rompimento. A leitura de "divórcio" é da análise do jornal.

O que Malafaia escreveu

A mensagem foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, de O Globo. Malafaia escreveu: "Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos". Em outros trechos, chamou os filhos do ex-presidente de babacas e amadores.

Na sequência, o pastor afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria retirado o apoio a Flávio.

Em vídeo divulgado pelo próprio pastor, Malafaia voltou a se manifestar contra a atitude de Flávio e reforçou que não pretende apoiar a versão do senador sem evidências. A manchete do Correio Braziliense registra a frase "Eu não vou compactuar com isso".

A carta que provocou a reação

Flávio publicou a carta na quarta, dirigindo-se ao povo brasileiro como presidente eleito, depois da derrota para Lula no segundo turno de 25 de outubro.

O atrito não é isolado: horas antes, Malafaia havia defendido publicamente a ida de Flávio aos Estados Unidos. Segundo a imprensa, ele apoiou a viagem, mas se distanciou da estratégia da carta.

O que a Folha enxerga

A análise da Folha, assinada pelo colunista Juliano Spyer, avalia que as críticas de Malafaia podem pesar sobre lideranças evangélicas indecisas. Segundo o texto, o distanciamento abriria espaço para outras alianças da direita, entre elas com o governador paulista Tarcísio de Freitas. O jornal lembra ainda que Malafaia celebrou o casamento de Jair e Michelle Bolsonaro, em 2013, e usa esse vínculo para medir o peso da crítica.

A análise cita o bispo Teo Hayashi, para quem a derrota foi dura para o campo político dele, mas expressa a escolha dos brasileiros e deve ser respeitada. Menciona também um pastor presbiteriano, sem identificá-lo, que descreve um meio religioso dividido entre a crítica e a lealdade ao bolsonarismo.

Reação no PL

O desgaste não ficou restrito ao meio evangélico. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reprovou a carta, disse que o partido não aprovou o documento e afirmou que Jair Bolsonaro desconhecia a viagem do filho.

igreja ou liderança evangélica do Rio Grande do Sul aparece entre os citados. O episódio, por ora, é uma disputa nacional sobre quem fala pelo eleitorado evangélico na direita.

Malafaia não quis comentar o assunto à coluna de O Globo. Flávio permanece nos Estados Unidos, onde está o irmão Eduardo Bolsonaro, e a nova versão da carta é o documento que circula desde a quinta-feira (29).

Perguntas frequentes

O que Malafaia disse sobre os filhos de Bolsonaro?

Em mensagem por WhatsApp, ele afirmou que "esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos" e os chamou de babacas e amadores.

Por que Malafaia reagiu à carta de Flávio?

A reação veio depois de Flávio divulgar uma carta em que se apresentava como presidente eleito, após a derrota para Lula no segundo turno.

Houve rompimento entre Malafaia e o bolsonarismo?

Não houve anúncio de rompimento; a leitura de divórcio gospel é da análise da Folha, não de uma declaração oficial.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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