Lula prevê 3.562 creches e pré-escolas; Flávio quer ampliar escolas cívico-militares
Planos dos dois candidatos no segundo turno, marcado para 25 de outubro, divergem em creche, financiamento e modelo de escola.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 09:19 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas diferentes para a educação em seus planos de governo. Os dois se enfrentam no segundo turno, no domingo, 25 de outubro.
Lula aposta em creches, pré-escolas, tempo integral e Pé-de-Meia. Flávio propõe ampliar as escolas cívico-militares e criar vouchers para famílias sem vaga na rede pública.
Para quem tem filho pequeno no RS, a diferença mais direta está na creche. Lula mantém a construção de prédios com dinheiro federal. Flávio propõe pagar vaga na rede privada quando a pública não der conta.
Lula quer seguir obras de 3.562 creches
Lula planeja continuar a construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios, por meio do Novo PAC, com mais recursos a estados e municípios. O plano também prevê retomar obras de creches, escolas e quadras esportivas paralisadas em governos anteriores.
O documento prevê a continuidade do Pé-de-Meia, criado para manter estudantes de baixa renda no ensino médio. Desde 2024, o programa alcançou 7,3 milhões de estudantes.
Na alfabetização, a meta de Lula é chegar a 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030. O plano mantém a política de reajuste do Piso Nacional do Magistério, referência obrigatória para o salário inicial da carreira. No ensino técnico e superior, Lula quer 111 novos institutos federais.
Flávio quer ampliar escolas cívico-militares e criar vouchers
O plano de Flávio prevê expandir o modelo de escolas cívico-militares no ensino fundamental e médio. É a mesma medida adotada no governo de seu pai, Jair Bolsonaro. O documento defende ainda uma escola voltada ao conhecimento e sem "doutrinação político-partidária ou militância".
Na creche, se faltar vaga na rede pública, a família receberia um voucher-creche para a rede privada credenciada. O plano não detalha de onde viriam os recursos. A lógica vale também para outras etapas: onde não houver vaga, haveria vouchers para matrícula em escola privada.
Outras medidas do plano de Flávio:
- Priorizar o método fônico na alfabetização.
- Condicionar repasses do orçamento a estados e municípios ao cumprimento de metas de aprendizagem.
- Apoiar a escola em tempo integral e manter escolas abertas nas férias, com esporte, arte, música e literatura.
- Criar financiamento estudantil em que o aluno só começa a pagar depois de empregado, com parcelas proporcionais à renda.
CUT critica plano de Flávio; educação teve pouco espaço na campanha
A central sindical CUT criticou o plano de Flávio. Para a entidade, a ampliação das escolas cívico-militares, os vouchers e o combate à "doutrinação" apontam para a piora da qualidade do ensino.
A educação teve menos destaque no debate público desta eleição, por causa do contexto político e do escândalo do caso Master.
Serviço
- Segundo turno: domingo, 25 de outubro.
- Planos completos: registrados no TSE, podem ser consultados no DivulgaCand.
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