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PolíticaBrasilAfeta o RS

Lula e Flávio trocam acusações no último debate e disputam o RS pós-enchente

Com ataques pessoais e promessas para bolso, saúde e educação, os candidatos se enfrentaram na sexta (23) nos Estúdios Globo, no Rio, a dois dias da votação.

Por que afeta o RS: Os candidatos debateram a recuperação do RS após as enchentes de 2024 e prometeram investimentos em bombas e comportas em Porto Alegre.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Candidato durante o debate presidencial nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (23).
Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram nesta sexta (23), nos Estúdios Globo, no Rio, o último debate do segundo turno. Discutiram obras paradas, dívidas das famílias, salário mínimo, SUS e educação, e trocaram ataques pessoais. O eleitor vota no domingo (25).

Flávio acusou o governo federal de ter entregue menos de 30% do que prometeu para a recuperação do Estado após as enchentes de 2024 e prometeu bombas e comportas em Porto Alegre. O governo gaúcho informa que o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) prevê cerca de R$ 15,3 bilhões em investimentos e tem 293 projetos com recursos autorizados.

O que o Estado informa sobre a reconstrução

Dos 293 projetos do Funrigs, 75 foram concluídos, 139 estão em andamento e 79 ainda não começaram a ser executados. Segundo o Estado, quase R$ 11 bilhões já foram aplicados em iniciativas concluídas ou em execução. O balanço mede a execução dos projetos do fundo, não o percentual repassado pela União.

Em 15 de outubro, o governador Eduardo Leite (PSD) entregou à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, um pedido para esticar o prazo de execução financeira do fundo. O limite, hoje previsto para outubro de 2027, iria até dezembro de 2028.

Obras, dívidas e crédito rural

Flávio citou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) para falar em mais de 11.500 obras paralisadas e chamou o país de "cemitério de obras". Lula respondeu que nunca se investiu tanto em infraestrutura e disse ter herdado 6 mil obras paradas. Na semana do debate, o TCU divulgou auditoria sobre as obras remanescentes na BR-285, no RS. O trecho tem 8,35 km, e a conclusão passou de 31 de dezembro de 2023 para 30 de junho de 2027, após atrasos em projetos, na análise do Dnit e na liberação de recursos.

Sobre o endividamento, Flávio propôs que a Caixa compre dívidas privadas, refinancie a taxas menores e suspenda os pagamentos por seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas. Lula disse que o adversário copia proposta do governo, com leilões de dívidas junto aos bancos. Segundo o governo federal, a medida provisória do Desenrola 3.0 mira até R$ 150 bilhões em dívidas de pessoas físicas, com descontos estimados em pelo menos 90%, e o leilão está previsto para novembro. Em outra frente, o governo anunciou leilão de cerca de R$ 6 bilhões em dívidas bancárias de microempreendedores individuais (MEIs), com desconto mínimo de 90% exigido dos bancos.

No campo, Flávio afirmou que o juro real do crédito agrícola chega a quase 20%. Prometeu garantir recursos para o seguro rural e o Plano Safra e impedir o contingenciamento dessas verbas.

Ataques pessoais, SUS e educação

A troca mais ríspida começou quando Flávio chamou Lula de "nove dedos", ao falar do salário mínimo de R$ 1.621. Lula disse ter perdido o dedo aos 17 anos, em acidente de trabalho, e chamou o adversário de "miliciano". Flávio ganhou direito de resposta, não rebateu e usou o tempo para defender a ampliação da Lei Sansão a animais silvestres.

No bloco da saúde, Lula questionou como Flávio melhoraria o SUS prometendo cortes. O senador disse que cortaria em corrupção, burocracia e impostos e se comprometeu a manter e ampliar os investimentos no sistema. Em saneamento, Flávio lembrou que o Marco Legal prevê mais de 90% da população com água e esgoto tratados até 2033 e questionou o voto da bancada petista contra o marco.

Na educação, Flávio acusou Lula de zerar o orçamento do ensino integral. O presidente negou e prometeu, se reeleito, 100% das escolas em tempo integral e a universalização do Pé-de-Meia, inclusive para universitários. Flávio prometeu manter o programa.

Serviço

A votação do segundo turno é no domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília. O eleitor encontra a zona e a seção no aplicativo e-Título ou no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Perguntas frequentes

Quando é a votação do segundo turno?

Domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Como encontrar minha zona e seção eleitoral?

No aplicativo e-Título ou no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Quantos projetos do Funrigs já foram concluídos?

75 dos 293 projetos foram concluídos, 139 estão em andamento e 79 ainda não começaram.

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