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Lula diz que benefícios cabem no Orçamento; governo prevê remanejar R$ 20 bi em 2027

Em sabatina ao SBT, o presidente negou "bomba fiscal" e disse que não deixará de conceder medidas por causa da eleição; o Planejamento detalhou o custo.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente Lula em entrevista ao SBT, na qual negou "bomba fiscal" e disse que não deixará de conceder medidas por causa da eleição.
Foto: Divulgação/Congressoemfoco

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em sabatina ao SBT na segunda (19), que as medidas aprovadas na reta final da campanha cabem nas possibilidades fiscais. "Eu não vou deixar de dar um benefício que eu posso dar porque tem eleição", afirmou. Ele disse ainda que o governo entrega um Orçamento com superávit primário e rejeitou a ideia de que o pacote seja uma bomba fiscal.

A fala chega ao eleitor gaúcho no dia do segundo turno, marcado para domingo (25). Entre as medidas, o reajuste do Bolsa Família, que passou a R$ 691 mensais, foi oficializado por decreto em 17 de setembro e começou a ser pago na segunda (19). O benefício é federal e vale para os beneficiários de todo o país, inclusive no Rio Grande do Sul.

Planejamento fala em R$ 20 bilhões

No mesmo dia, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou, em nota, que o remanejamento necessário no Orçamento de 2027 é de R$ 20 bilhões, o equivalente a 1% da despesa primária sujeita ao limite de gastos. Na conta da pasta, a ampliação do Pé-de-Meia custa cerca de R$ 2 bilhões, o Desenrola 3.0, R$ 5 bilhões, e o Pix MEI, R$ 1 bilhão.

O ministro Bruno Moretti afirmou na terça (20), ao SBT News, que o impacto fiscal das medidas é pequeno e absorvível. Segundo ele, a fila do INSS foi zerada com sobra de recursos, o que afeta também as contas de 2027. O Desenrola 3.0 e o Pix MEI ainda dependem de aprovação do Congresso.

Moretti também disse que, se as receitas projetadas com os novos parâmetros não forem suficientes, haverá contingenciamento ou redução de despesas.

Oposição chama de eleitoreiro

O adversário de Lula no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), classificou as ações como eleitoreiras. Lula respondeu que os projetos já tramitavam no Congresso e que ele pediu a votação antes de 4 de outubro.

O próximo passo está no Congresso. O Planejamento informou que vai enviar a mudança no Orçamento quando o Congresso indicar os relatores da lei orçamentária e da lei de diretrizes.

Perguntas frequentes

Quanto o governo prevê remanejar no Orçamento de 2027?

O Ministério do Planejamento prevê remanejamento de R$ 20 bilhões, equivalente a 1% da despesa primária sujeita ao limite de gastos.

Quanto custa o Desenrola 3.0?

Segundo o Planejamento, o Desenrola 3.0 custa cerca de R$ 5 bilhões, enquanto a ampliação do Pé-de-Meia custa cerca de R$ 2 bilhões.

Qual o novo valor do Bolsa Família?

O benefício passou a R$ 691 mensais, reajuste oficializado por decreto em 17 de setembro e pago a partir de 19 de setembro.

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