Flávio nega desvincular aposentadoria do mínimo; ajuste de R$ 250 bi segue sem detalhe
Estudo apresentado a empresários mira INSS, BPC e pisos de saúde e educação; a campanha diz que não é posição oficial, e o segundo turno é neste domingo.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, chega ao segundo turno, neste domingo (25), sem ter detalhado de onde sairiam os cerca de R$ 250 bilhões de um ajuste fiscal atribuído à sua equipe econômica. Segundo apuração da Folha de S.Paulo, o estudo foi apresentado a empresários e ao mercado financeiro e não consta do programa de governo entregue aos eleitores.
Para quem recebe aposentadoria de um salário mínimo ou o BPC, inclusive no RS, o ponto central é o reajuste. Segundo a Folha, a equipe econômica estuda corrigir esses benefícios só pela inflação (INPC), sem o ganho real do salário mínimo. O estudo relatado pelo jornal também alcança os pisos constitucionais de saúde e educação.
O que a campanha diz
A campanha nega que essas propostas sejam posição oficial da candidatura. A assessoria de Flávio afirmou que conversas informais e especulações não podem virar posição de governo.
O próprio candidato negou as mudanças. Flávio disse que não fará cortes em aposentadorias, manterá o reajuste acima da inflação e não pretende desvincular benefícios como o BPC do salário mínimo. Em coletiva, após receber o apoio do Podemos, chamou o assunto de "fake news do PT". Ele afirmou que o foco de um eventual governo seria combater desvios e fraudes, como as do INSS, e não cortar benefícios.
Lula cobra origem dos recursos
Em vídeo divulgado em 10 de outubro, o presidente Lula (PT) disse querer saber de onde Flávio vai cortar os R$ 250 bilhões. Lula citou possíveis efeitos sobre aposentados, o Bolsa Família e o salário mínimo.
Economistas ouvidos pelo Nexo veem lacunas no plano. Desindexar os benefícios do salário mínimo pode gerar economia, mas dificilmente na magnitude do ajuste prometido. Segundo o veículo, as propostas ventiladas pela equipe geram mais dúvidas do que certezas sobre as contas públicas.
O plano de governo está registrado no TSE. O documento trata do tema na seção "INSS sem fila" e prevê pacote antifraude e manutenção dos programas sociais. O segundo turno acontece neste domingo (25).
Perguntas frequentes
Flávio Bolsonaro vai cortar aposentadorias de um salário mínimo?
Ele negou essa possibilidade, disse que manterá o reajuste acima da inflação e não pretende desvincular benefícios como o BPC do salário mínimo.
De onde sairiam os R$ 250 bilhões do ajuste fiscal?
A proposta não foi detalhada e não consta do programa de governo entregue aos eleitores, segundo apuração da Folha de S.Paulo.
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