Na véspera do 2º turno, economistas, juristas e artistas se dividem entre Lula e Flávio
Declarações de voto reúnem de Laura Carvalho a Marcelo Queiroga, todas em caráter pessoal; urnas abrem às 8h neste domingo (25).
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Economistas, juristas, cientistas políticos, ex-autoridades e artistas declararam voto em Lula (PT) ou em Flávio Bolsonaro (PL) na véspera do segundo turno, em levantamento publicado no sábado (24). As falas se dividem entre os dois candidatos e tratam de economia, segurança, democracia e direitos.
Para quem vota no Rio Grande do Sul, o ponto central é a natureza dessas manifestações. São opiniões de pessoas físicas, em nome próprio. Os cargos citados (professora da USP, ex-ministro, executivo) identificam quem fala e não indicam posição de universidades ou empresas. A lista é uma seleção de nomes e não mede a preferência do eleitorado, como faz uma pesquisa.
Economia e segurança puxam o debate
Na economia, o economista Renato Breia, sócio-fundador da Nord Investimentos, apoia Flávio por defender equilíbrio fiscal, menos Estado e menor carga tributária. Tallis Gomes, fundador do G4 Business, também escolheu Flávio e cobra queda da Selic. Gomes afirma que o país gasta mais com juros do que com saúde, educação e Bolsa Família somados. O número é dele e não foi checado com dados do Tesouro Nacional.
Do outro lado, Laura Carvalho, livre-docente da FEA-USP, vota em Lula e cita o crescimento com redução da desigualdade nos últimos três anos. João Paulo Pacifico, CEO do Grupo Gaia e conselheiro do Greenpeace, também fica com Lula e diz que a eleição opõe defesa da democracia e apoio a golpe.
Na segurança, Robson Rodrigues da Silva, ex-chefe do Estado-Maior da PMERJ, escolhe Lula e diz que o petista tem o plano mais sustentado em evidências. O coronel José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, vota em Flávio e fala em "dezoito anos de descaso do PT" e "milhares de vidas perdidas". Tatiana Sampaio, professora da UFRJ, vota em Lula e afirma que, no Rio, a milícia escolhe o governador. As três frases são avaliações pessoais, sem dados oficiais anexados.
Na saúde, o ex-ministro Marcelo Queiroga, cardiologista, vota em Flávio e diz que o Brasil está "na UTI" e caminha, com Lula, para uma longa distanásia.
Democracia, direitos e artistas
Entre os cientistas políticos, o professor Marcos Nobre, da Unicamp, disse: "Eu apoio Lula porque quero ter certeza que vou poder votar em 2030." Christian Lohbauer, um dos fundadores do Novo, vota em Flávio. As advogadas e os advogados criminalistas se dividiram: Dora Cavalcanti vota em Lula e alerta para riscos às mulheres, e Mathaüs Agacci vota em Flávio e defende a alternância de poder. O escritor Denis Rosenfield apoia Flávio e prevê crise econômica se Lula for reeleito.
No campo artístico, a apresentadora Angélica e as atrizes e cantoras Ana Hikari e Luedji Luna declararam voto em Lula e citaram direitos de mulheres, crianças, minorias e combate às desigualdades. A escritora Natércia Pontes e a criadora de podcast Déia Freitas também ficam com o petista. Ratinho, apresentador do SBT, diz que é de direita e apoia Flávio, assim como o cantor Rodolffo, o cineasta Josias Teófilo e o empresário Pablo Marçal.
Serviço
A votação do segundo turno é neste domingo (25), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, que também vale no Rio Grande do Sul. O eleitor deve levar documento oficial com foto. O local de votação pode ser consultado de graça no aplicativo e-Título e no Autoatendimento Eleitoral do TSE.
Perguntas frequentes
Que horas abrem e fecham as urnas no segundo turno?
A votação é das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, que também vale no Rio Grande do Sul.
Que documento levar para votar?
O eleitor deve levar documento oficial com foto.
Como saber onde votar?
O local de votação pode ser consultado de graça no aplicativo e-Título e no Autoatendimento Eleitoral do TSE.
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