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Juíza manda a júri réu pela morte de Brasília Costa, achada em partes em Porto Alegre

Ricardo Jardim, 66 anos, segue preso desde setembro de 2025; a cabeça da vítima, de 65, nunca foi encontrada e o julgamento ainda não tem data.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 13:35 · 2 min de leitura

Foto de divulgação do Ministério Público do RS relacionada ao caso da morte de Brasília Costa, em Porto Alegre
Foto: Divulgação/www.mprs.mp.br

O publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, vai a júri popular pela morte de Brasília Costa, de 65. A pronúncia saiu nesta quarta (14), assinada pela juíza Cristiane Busatto Zardo, titular da 4ª Vara do Júri de Porto Alegre, especializada em feminicídio. A decisão encerra a primeira fase do processo e leva o caso aos jurados.

Jardim está preso preventivamente desde setembro de 2025, e a Justiça decidiu manter a prisão. Ainda não há data para a sessão, e a defesa pode recorrer da pronúncia.

O que a acusação sustenta

O Ministério Público do RS (MPRS) denunciou Jardim em novembro de 2025 por oito crimes:

  • feminicídio com violência doméstica, qualificado pela idade da vítima e por recurso que dificultou a defesa;
  • vilipêndio de cadáver;
  • ocultação de cadáver;
  • falsa identidade;
  • falsificação de documentos;
  • uso de documentos falsos;
  • invasão de dispositivo informático;
  • furto.

A acusação de furto envolve três episódios de furto mediante fraude. Eles se referem a saques de valores do espólio de Brasília.

Segundo a denúncia, os dois tinham um relacionamento e moravam na mesma pensão, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre. O MPRS situa a morte entre 8 e 12 de agosto de 2025, em circunstâncias que seguem sem esclarecimento.

Depois do crime, de acordo com o MPRS, Jardim desmembrou o corpo e escondeu partes em diferentes locais da cidade. Ele teria usado documentos falsos e o celular da vítima para simular que ela estava viva. O torso foi deixado em uma mala no guarda-volumes da Rodoviária e descoberto em 1º de setembro de 2025. Imagens de câmeras da Rodoviária e de outros pontos ajudaram a rastrear quem deixou a mala.

A cabeça da vítima não foi localizada até hoje. Brasília foi identificada por exames de DNA.

Réu já foi condenado pela morte da mãe; defesa vai recorrer

O MPRS afirma que Jardim já foi condenado pela morte violenta da própria mãe. Segundo a promotora Luciane Wingert, isso pode elevar a pena em caso de condenação no caso de Brasília e reduzir a chance de liberdade. O MPRS também pediu que o episódio seja chamado de Caso Bia, como a vítima era conhecida, e não "caso da mala".

Segundo o NP Expresso, a defensora pública Tatiana Boeira questiona provas do processo e pretende recorrer às instâncias superiores. O portal também informa que a Justiça negou um pedido de avaliação de saúde mental do réu.

Júri só será marcado depois dos recursos

A data do Tribunal do Júri será marcada pela 4ª Vara do Júri de Porto Alegre, depois de esgotados os recursos contra a pronúncia.

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