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Israel vota dia 27; Eisenkot lidera pesquisas, mas nenhum bloco chega a 61 cadeiras

Trump declarou apoio a Netanyahu no domingo (18), mas só 12% dos ouvidos pelo Canal 12 disseram que isso fortalece o voto no Likud.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Foto: Israel vota dia 27; Eisenkot lidera pesquisas, mas nenhum bloco chega a 61 cadeiras
Foto: The White House / Wikimedia Commons (Public domain)

Israel vai às urnas na próxima terça (27) para eleger os 120 deputados do 26º Knesset. A votação define a coalizão que sucede o 37º governo, chefiado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. É a primeira eleição nacional desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

As pesquisas mostram um país dividido e sem maioria clara. Para governar, um bloco precisa de 61 cadeiras. O resultado pesa no Oriente Médio e nos mercados de energia, já abalados pelo conflito com o Irã, que chegou ao sétimo mês e afeta o abastecimento de energia no mundo todo.

O que dizem as pesquisas

Na segunda (19), uma pesquisa do Canal 12 mostrou o partido Yashar, de Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior do Exército, com 24 cadeiras, à frente do Likud de Netanyahu, com 21. Os partidos judeus de oposição somaram 55 cadeiras, contra 51 da coalizão governista. Os dois partidos árabes ficaram com mais 14.

No mesmo levantamento, 45% consideraram Eisenkot mais apto a ser primeiro-ministro, contra 33% para Netanyahu. Uma pesquisa do Maariv, feita em 14 e 15 de outubro com 700 pessoas, deu 48% a Eisenkot e 41% a Netanyahu.

O empate técnico entre os blocos aparece em outros levantamentos. A pesquisa do Zman Yisrael, feita em 14 e 15 de outubro com 500 entrevistados e margem de erro de 4,4 pontos, deu vantagem de 54 a 49 à oposição judaica. Já o Canal 13 colocou o Likud e seus aliados com 51 cadeiras, contra 50 do bloco de Eisenkot.

Dois partidos correm risco de ficar fora. Para entrar no Knesset, é preciso 3,25% dos votos; o People of Israel, de Ofer Winter, e o Azul e Branco, de Benny Gantz, ficaram abaixo disso na pesquisa do Zman Yisrael. Votos em legendas que não passam o corte não viram cadeiras, e isso pode decidir o equilíbrio entre os blocos.

Trump entra na campanha

No domingo (18), o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou na rede Truth Social seu "apoio completo e total" à reeleição de Netanyahu. Ele também afirmou que, com qualquer outro líder em Israel, os Estados Unidos teriam de fazer "esse trabalho" sozinhos, algo que não pretende fazer.

O apoio vinha sendo esperado havia meses. Na quinta anterior, em entrevista à Newsmax, Trump havia se recusado a apoiar qualquer candidato. Netanyahu agradeceu em hebraico, na rede X: "Juntos vamos completar a missão".

O efeito nas urnas é incerto. A popularidade de Trump entre os israelenses caiu com as divergências entre os dois países sobre o Irã. Na pesquisa do Canal 12, só 12% disseram que o apoio reforçou a simpatia pelo partido de Netanyahu.

Oposição, Justiça e o dia seguinte

A oposição é um bloco unido sobretudo pela rejeição a Netanyahu. Eisenkot e Naftali Bennett, que lidera a aliança Beyachad com Yair Lapid, concentram as críticas na falha de segurança de 7 de outubro e na relação do governo com os partidos ultraortodoxos. Bennett promete acabar com as isenções do serviço militar. Os líderes da oposição não contestam a decisão de fazer a guerra em Gaza.

Netanyahu responde a processos por corrupção. Em novembro, Trump escreveu ao presidente israelense, Isaac Herzog, pedindo perdão ao premiê nas acusações. O primeiro-ministro também é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, relacionado à guerra em Gaza.

Um resultado apertado deve atrasar a formação do governo, que pode levar semanas ou meses. A inclusão dos partidos árabes numa coalizão ainda é incerta. Segundo o Maariv, a maioria dos israelenses prefere um governo de união a uma nova eleição se o voto de 27 de outubro não der vencedor claro.

Serviço

A eleição ocorre na terça-feira, 27 de outubro, e renova as 120 cadeiras do Knesset. A maioria exige 61 deputados, e partidos precisam de 3,25% dos votos para entrar no parlamento. O voto em embaixadas de Israel no exterior já começou: a embaixadora israelense na Zâmbia votou em 15 de outubro.

Perguntas frequentes

Quando é a eleição em Israel?

A votação ocorre na terça-feira, 27 de outubro, para renovar as 120 cadeiras do Knesset.

Quantas cadeiras são necessárias para governar em Israel?

Um bloco precisa de 61 das 120 cadeiras do Knesset para formar governo.

Qual é a cláusula de barreira para entrar no Knesset?

Partidos precisam de 3,25% dos votos para conquistar cadeiras no parlamento.

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