Israel mantém operação na Cisjordânia; mais de 2.200 palestinos deixam casas em Hebron
Exército diz ter agido em mais de 400 locais e prendido 40 pessoas, enquanto passagens para Israel seguem fechadas até depois da eleição de terça (27).
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Exército de Israel manteve neste domingo (25) uma operação em larga escala na Cisjordânia ocupada, com centenas de palestinos deslocados e restrições severas de movimento. A ação responde ao ataque a tiros que matou dois soldados israelenses e feriu outros três em Hebron, na sexta (23).
Israel vota nesta terça (27). A eleição é vista como um referendo sobre a liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e sobre a política de segurança de seu governo nos três anos de guerra. O primeiro-ministro tenta mostrar força às vésperas das urnas.
Deslocados e prisões
A prefeitura de Hebron afirma que a operação deslocou mais de 2.200 pessoas, entre elas quase 300 menores de 18 anos. Autoridades municipais também falaram em 200 a 300 famílias retiradas de Deir Bahha e de quatro bairros vizinhos, a maioria transferida para outras partes da cidade. Um morador deslocado contou que o Exército avisou que a área ficaria fechada por 12 dias.
O Exército informou que atuou em mais de 400 locais no fim de semana e prendeu 40 palestinos, que diz serem ligados ao Hamas ou à Jihad Islâmica Palestina. Segundo os militares, a operação segue com a mesma intensidade neste domingo. O Exército não divulgou provas dos vínculos.
Trabalhadores sem acesso
A maioria dos palestinos com permissão de trabalho não poderá entrar nos assentamentos israelenses na Cisjordânia neste domingo (25) e nesta segunda (26). As passagens para Israel ficam fechadas até depois da eleição, segundo o Exército.
O ataque e as reações
Dois atiradores palestinos abriram fogo contra soldados em um posto de controle no norte de Hebron. Os dois militares morreram, três ficaram feridos, e os agressores foram mortos após um tiroteio de mais de 20 minutos. O Exército diz ter achado armas no carro dos atiradores e afirma que eles planejavam atacar civis israelenses.
Netanyahu disse que as forças evacuariam os moradores, fariam buscas casa a casa e destruiriam toda a infraestrutura terrorista no bairro de onde saíram os atacantes. A ONU disse estar "extremamente alarmada" com a escalada de violência na Cisjordânia. Foi a quarta vez em um mês que Israel impôs restrições em todo o território. A Autoridade Palestina afirma que as ordens de evacuação para demolições configuram punição coletiva.
Os israelenses votam nesta terça (27), dia em que o Exército manterá fechadas todas as passagens entre a Cisjordânia e Israel.
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