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Netanyahu e Eisenkot chegam embolados à eleição de terça em Israel

Partido de Eisenkot aparece à frente em cadeiras, nenhum bloco chega a 61 deputados e o Exército fecha a Cisjordânia no dia do voto.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Foto: Netanyahu e Eisenkot chegam embolados à eleição de terça em Israel
Foto: יעקב / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Israel vai às urnas nesta terça (27) para eleger os 120 deputados da Knesset, o Parlamento do país. As últimas pesquisas mostram o Yashar, partido do ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, e o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, separados por poucos pontos. Nenhum dos blocos alcança maioria.

O resultado define quem comanda a política israelense para Gaza e a Cisjordânia, assunto que pesa na diplomacia internacional. Não há efeito direto sobre o Rio Grande do Sul.

O que dizem as pesquisas

Na pesquisa final do Maariv, feita pelos institutos Lazar Research e Panel4All, Eisenkot tem 49% contra 41% de Netanyahu na pergunta sobre quem seria melhor primeiro-ministro. O levantamento ouviu 1.048 pessoas de 19 a 22 de outubro, com margem de erro máxima de 3 pontos percentuais.

Nas projeções de cadeiras, o Yashar fica na frente em todos os institutos. O Kantar, para o Israel Hayom, dá 23 a 21 para o Yashar. O Lazar, do Maariv, indica 21 a 19. O Yossi Tatika, para o Zman Yisrael, aponta 23 a 21, e o Midgam, do Channel 12, 23 a 19.

O Times of Israel classificou o quadro de sua pesquisa final como empate.

Eisenkot rejeita Estado palestino, mas promete agir contra colonos

Eisenkot rejeita a solução de dois Estados. Em entrevista ao Israel Hayom, disse que quem ainda pensa nisso depois de 7 de outubro está "delirando". Nesse ponto, ele se aproxima de Netanyahu, assim como na meta de impedir que o Irã tenha arma nuclear e de acabar com o poder do Hamas em Gaza.

A diferença aparece na Cisjordânia. Eisenkot se opõe à anexação formal e a postos avançados ilegais, e chamou de "erro" o plano de construir na área de E1, por causa do custo internacional. Ele também prometeu endurecer contra a violência de colonos, que chamou de "terrorismo judaico". Entre as medidas, prometeu restabelecer o uso da detenção administrativa.

Ele diz que Netanyahu entregou a polícia a Itamar Ben-Gvir e a administração civil dos territórios a Bezalel Smotrich, e que por isso o Exército perdeu o controle da região. Ben-Gvir e Smotrich são ministros de extrema direita.

O tema ganhou peso na reta final. Ataques a uma jornalista americana e a diplomatas europeus na Cisjordânia ocupada transformaram o apoio de Netanyahu aos colonos em possível desgaste. Netanyahu disse, em discurso na ONU, que a violência é obra de um pequeno número de jovens delinquentes. Segundo um especialista ouvido pela AFP, a violência dificilmente decide o voto, mas pode alimentar as questões de segurança e governabilidade.

Cisjordânia fica fechada no dia da votação

O Exército israelense anunciou que barra trabalhadores palestinos na maior parte da Cisjordânia de domingo a segunda-feira e fecha por completo as passagens na terça, dia do voto. Nesse dia, nenhum trabalhador palestino pode entrar ou sair da Cisjordânia nem do Vale do Jordão, inclusive das zonas industriais. O Exército diz que o setor de segurança recomendou o fechamento e a liderança política aprovou.

A medida vem depois do ataque desta sexta (23) em Hebron. Dois palestinos armados atacaram um posto militar perto da cidade e mataram dois soldados israelenses. Os atacantes também morreram. Netanyahu ordenou um "bloqueio total" da Cisjordânia, e o ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou que cerca de 2 mil pessoas foram removidas de casa. O prefeito de Hebron, Youssef al-Ja'bari, acusou o governo de usar a operação para conquistar votos de colonos.

Como funciona a votação

Os israelenses votam em partidos, não diretamente em candidato a primeiro-ministro. As 120 cadeiras são distribuídas de forma proporcional entre as legendas que superarem a cláusula de barreira de 3,25% dos votos. Para formar governo, é preciso apoio de pelo menos 61 deputados. Em geral, as seções funcionam das 7h às 22h, no horário local.

Quem for indicado para formar governo costuma negociar com outros partidos. Se o Yashar vencer, Netanyahu continua primeiro-ministro até que o novo governo esteja formado.

Serviço: a eleição para a Knesset acontece nesta terça (27), com seções abertas, em geral, das 7h às 22h, no horário de Israel. As passagens terrestres da Cisjordânia ficam fechadas durante todo o dia da votação.

Perguntas frequentes

Quando é a eleição em Israel?

Nesta terça-feira (27), com seções abertas em geral das 7h às 22h, no horário de Israel.

Quantos deputados têm a Knesset?

São 120 deputados, e 61 é o mínimo para formar governo.

Qual partido aparece à frente nas pesquisas?

O Yashar, de Gadi Eisenkot, aparece na frente em cadeiras em todos os institutos ouvidos.

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