Israel: Herzog ouve os partidos na próxima semana e escolhe quem tenta formar governo
Quem receber o mandato terá 28 dias, prorrogáveis por mais 14, para reunir 61 votos entre 120 cadeiras; Netanyahu segue como interino.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente de Israel, Isaac Herzog, vai ouvir os partidos eleitos na próxima semana antes de escolher quem tentará formar o próximo governo. Ele anunciou as consultas na quarta-feira (28). A definição do nome depende dessas conversas e deve levar semanas.
Enquanto nenhum bloco reunir 61 votos no Knesset, Benjamin Netanyahu continua como primeiro-ministro interino. As decisões mais pesadas do governo, inclusive na política externa, ficam sob esse arranjo provisório.

Como funciona o mandato
Herzog ouve todas as bancadas e depois dá 28 dias ao parlamentar com mais chances de formar uma coalizão. Se as negociações avançarem, o prazo ganha mais 14 dias; se falharem, o mandato pode passar a um segundo nome. A CNBC também informa que Netanyahu pode receber o primeiro chamado, por liderar o maior bloco.
A TIME e o JTA relatam que Herzog diz querer evitar uma nova eleição. Em sua fala, ele pediu aos políticos que cheguem às conversas com a mente aberta, segundo a ABC News da Austrália.
Os caminhos para chegar a 61
bloco alcança a maioria sozinho: o de Netanyahu tem 53 cadeiras, o de Eisenkot, 48, e os partidos árabes, 19. A CNN descreve quatro cenários: um governo de Gadi Eisenkot com apoio dos partidos árabes, um governo de união com Netanyahu, um governo do bloco de Netanyahu com dissidentes da oposição e uma nova eleição.
As travas aparecem nas declarações dos próprios líderes:
- Eisenkot, do Yashar: descartou sentar com Netanyahu. A CNN diz que uma mudança de posição seria vista como traição por muitos israelenses.
- Oposição: Eisenkot, Naftali Bennett, Avigdor Liberman e Yair Golan declararam que não governarão com Netanyahu.
- Partidos árabes: Mansour Abbas, do Ra'am, disse ao Canal 12 que tem interesse em integrar o bloco de Eisenkot. Vários líderes, Eisenkot entre eles, haviam rejeitado esses partidos como parceiros antes da eleição, segundo a ABC.
- Likud: o partido de Netanyahu intensificou a acusação de que os partidos de liderança árabe "roubaram" a eleição, conforme a CNBC.
Um governo de união esbarra no alistamento militar de ultraortodoxos, segundo o Council on Foreign Relations: ou a oposição abre mão da exigência, ou Netanyahu aceita convocar esses jovens e racha a própria base. A CNN avalia que, como os partidos árabes devem declarar apoio a Eisenkot, ele pode ser chamado primeiro.
E se ninguém conseguir
Se as tentativas fracassarem, o cenário é de nova eleição. A CNN afirma que, nesse caso, Netanyahu seguiria como interino por meses, até a formação de outro governo. Nenhuma fonte consultada informa data para uma eventual votação.
O CFR observa que, para os israelenses, esta não foi uma eleição de política externa.
O que vem a seguir
Herzog convoca as bancadas para as consultas na próxima semana. Em seguida, indica quem terá os 28 dias para tentar chegar a 61 votos no Knesset, o Parlamento de Israel. Prorrogações e eventual passagem do mandato a outro nome dependem do andamento das negociações.
Saber mais: fontes consultadas (7)
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