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Inadimplência no RS volta a 37,3% em setembro e iguala o recorde da série

Dívida média por gaúcho negativado é de R$ 7.849, e Uruguaiana tem a maior taxa do Estado, com 42,7% dos adultos.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 04:34 · 2 min de leitura

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Foto: Divulgação/Cdlpoa

A inadimplência no Rio Grande do Sul voltou ao maior patamar da série histórica em setembro de 2026.

Segundo a CDL de Porto Alegre (CDL POA), 37,3% dos consumidores adultos gaúchos estão com dívidas em atraso, quase quatro em cada dez pessoas. O valor médio devido por inadimplente é de R$ 7.849.

O alívio dos meses anteriores não se sustentou. A CDL POA havia apontado o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, como um dos motivos da queda temporária. Os dados de setembro mostram que o problema segue elevado.

Taxa de setembro volta ao nível de abril

A taxa de agosto, segundo a CDL POA, era de 37,05% da população adulta, acima da média nacional de 34,51%.

O indicador tinha recuado depois de alcançar 37,3% em abril. Naquele mês, a CDL POA calculou 3,203 milhões de CPFs negativados no Estado, na base da Equifax | Boa Vista.

A dívida média caiu na comparação com agosto, quando o valor médio entre os gaúchos negativados era de R$ 7.943. Ou seja, há mais gente devendo, e a dívida de cada um ficou menor.

O levantamento usa dados da Equifax | Boa Vista e foi elaborado pelos economistas Oscar Frank e Marcelo Ayub.

Região de Uruguaiana lidera em taxa; Passo Fundo, em valor

O recorte por região mostra o seguinte:

  • Região de Uruguaiana: maior taxa de inadimplência do Estado, com 42,7%, e menor valor médio de dívidas, com R$ 6.028.
  • Passo Fundo: maior valor médio de dívidas, com R$ 11.314.

Capital chegou ao pico em agosto

Em Porto Alegre, a taxa passou de 37,59% em julho para 37,85% em agosto. É o maior nível desde o início do levantamento, em fevereiro de 2022.

Em agosto, o perfil mais afetado era o dos adultos de 25 a 39 anos. A taxa nessa faixa chegava a 47,5%, seguida pela de 40 a 54 anos, com 40,7%.

O que a CDL POA aponta como causa

Na análise de agosto, a CDL POA atribuiu a alta, entre outros fatores, à perda de fôlego do Novo Desenrola Brasil.

O economista-chefe Oscar Frank aponta o impacto da desaceleração da economia e dos juros elevados sobre as finanças das famílias. Ele cita ainda fatores estruturais, como a falta de conhecimento básico para usar o crédito e a ampliação das apostas on-line.

O Indicador de Inadimplência da CDL POA mede o percentual de pessoas físicas e jurídicas com restrições em crédito, cheques, protestos ou ações judiciais. A série de pessoas físicas começou em fevereiro de 2022.

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