Heinze é o mais cotado para a Agricultura de Zucco, mas diz que não há nada definido
Senador do PP deixa o mandato em janeiro e cuida da esposa, internada há 163 dias; em agosto, Zucco falava em convidá-lo para a Infraestrutura.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Heinze é o mais cotado para a Agricultura de Zucco, mas diz que não há nada definido
O senador Luis Carlos Heinze (PP), que deixa o mandato no fim de janeiro, é o nome mais cotado para a Secretaria da Agricultura do governo de Luciano Zucco (PL). Heinze afirmou, nesta quarta (21), que "não tem nada definido". Ele falou à coluna de Rosane de Oliveira, de GZH, ao chegar ao hospital onde a esposa está internada.
A escolha interessa a quem vive do campo gaúcho. A pasta cuida do agronegócio, e Heinze lista a renegociação da dívida dos produtores rurais entre as causas de sua vida política. As outras duas são o aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul, e o porto de Arroio do Sal.
Convite de agosto era para outra pasta
No início de agosto, ao apresentar o plano de governo, Zucco praticamente convidou Heinze para a Infraestrutura. Disse que não aceitaria um "não, vamos ver". A ligação do senador com o agronegócio, porém, o colocou hoje como mais cotado para a Agricultura. Não há convite formal para essa pasta, nem aceitação ou recusa.
Heinze disse que Zucco manifestou, mais de uma vez na campanha, o desejo de tê-lo no governo. Segundo o senador, o foco agora é a saúde da esposa, Sandra, que sofreu um AVC em maio e está internada no Hospital Nora Teixeira. "Hoje estou focado em cuidar da minha esposa", disse, com a voz embargada. Ela completou 163 dias de internação.
Estrutura do governo ainda está em aberto
Zucco pretende reduzir as atuais 30 secretarias para um número entre 15 e 20. O governador eleito ainda não anunciou quais áreas poderão ser incorporadas ou extintas. Ele reafirmou o plano de corte nesta terça (20), durante a abertura da Mercopar, em Caxias do Sul.
Zucco foi eleito no primeiro turno, em 4 de outubro. Ele informou que pretende anunciar os nomes dos secretários só depois do segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro. O governo toma posse em janeiro de 2027.
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