Grêmio tenta parcelar rescisão de Luís Castro, que não admite reduzir o valor
Estimativa de R$ 30 milhões, contestada pelo presidente Odorico Roman, pesa sobre um clube com transfer ban, plano de dívidas na CNRD e 18º lugar no Brasileirão.
Redação Bairrista · Mesa de Esportes · · 2 min de leitura

O Grêmio ainda não fechou o pagamento da rescisão do técnico Luís Castro, demitido em 13 de setembro. Segundo a apuração publicada, o clube tenta montar uma proposta de pagamento parcelado, e o treinador não considera, por ora, abrir mão de parte do valor.

Para o torcedor, o assunto vai além do vestiário. O dinheiro sai do mesmo caixa que o clube precisa para sair do aperto financeiro. O time luta contra o rebaixamento no Brasileirão, e a queda para a Série B reduziria as receitas de TV.
Estimativa passa de R$ 30 milhões
O vínculo de Castro ia até dezembro de 2027. Pela estimativa publicada, o clube teria de pagar o restante do contrato: 15 salários, mais dois meses referentes a 13º e outros encargos, o que leva o custo perto de R$ 30 milhões. O contrato também prevê, segundo a mesma apuração, multa por dia de atraso, com juros.
O valor não é oficial. O presidente Odorico Roman Júnior alegou cláusula de confidencialidade e a direção não confirma a cifra publicada. Depois do empate sem gols com o Palmeiras, em 20 de setembro, ele disse que "o valor que está sendo divulgado não é verdadeiro". Odorico não informou quanto o clube reconhece dever.
Parcelamento é a aposta; perdão de multa é hipótese
A intenção do Grêmio é dividir o pagamento. O número de parcelas e os prazos não foram divulgados. Um eventual perdão da multa e dos juros contados desde a demissão circula nos bastidores, mas ainda não foi discutido entre as partes, e não há certeza de que seria aceito.
O Departamento Jurídico do clube procurou o advogado João Mendes, que cuida dos contratos de Castro. O treinador, que ficou em Porto Alegre desde a saída, viaja nesta terça (20) para Portugal, onde está o advogado, e deve voltar ao Brasil em breve.
Plano na CNRD e transfer ban
O clube apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um plano coletivo para pagar R$ 15.949.020,48 em dívidas distribuídas em 23 processos, ao longo de 60 meses. A estimativa para a rescisão de Castro equivale a quase o dobro desse total.
A Anresf, agência criada pela CBF para o fair play financeiro, aplicou bloqueio preventivo ao clube. Depois, a Fifa aplicou ao Grêmio proibição de registrar jogadores (transfer ban) por dívida de contratação.
Castro foi demitido um dia depois da derrota para o Vasco. O Grêmio chegou a sete jogos sem vencer com a derrota para o Cruzeiro no domingo (18), quatro deles já com Renato Portaluppi, que ainda não ganhou no retorno. O time tem pela frente a semifinal da Copa do Brasil contra o Atlético-MG.
Enquanto Castro está em Portugal, a negociação segue aberta, com retorno dele ao Brasil previsto para breve.
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