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Governo detalha novos aportes ao Fundo Amazônia; Inpe quer levar alertas diários ao Pampa

Bioma que no Brasil existe só no RS teve em 2025 a maior queda proporcional de desmatamento entre Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, segundo o Inpe.

Por que afeta o RS: Os alertas diários de desmatamento do Deter passam a cobrir o Pampa, bioma que ocupa grande parte do território gaúcho.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 15:06 · 2 min de leitura

Imagem de divulgação da Agência Brasil ligada ao monitoramento do desmatamento nos biomas brasileiros
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O governo federal apresenta nesta sexta (16), às 14h, os dados do Prodes sobre a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Os números serão divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na coletiva, também serão detalhados novos aportes no Fundo Amazônia.

Quadro: Governo detalha novos aportes ao Fundo Amazônia; Inpe quer levar alertas diários ao Pampa
Entenda em um quadro · Bairrista

Os números serão apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e a ocasião também serve para detalhar novos aportes no Fundo Amazônia.

Para o Rio Grande do Sul, o ponto de atenção é o Pampa, bioma que, no território brasileiro, existe apenas em solo gaúcho. Em setembro de 2025, o MMA informou que os alertas diários do Deter já cobriam mais de 75% do território nacional. Na época, a meta era expandir o sistema para Mata Atlântica, Caatinga e Pampa, que ainda não tinham cobertura diária. O Deter é o sistema do Inpe que orienta a fiscalização com alertas quase em tempo real.

O que os números do Pampa mostram

No Pampa, a área desmatada foi de 305,48 km², uma redução de 41,7%, e a maior queda proporcional entre os três biomas.

O dado é do Prodes e se refere ao período de agosto de 2024 a julho de 2025.

Na Caatinga, a área desmatada foi de 2.289,54 km², queda de 34,3%. Na Mata Atlântica, foi de 402,36 km², queda de 15,32%.

O Prodes faz o mapeamento anual, e o Deter emite os alertas diários. O Prodes produz dados consolidados usados no acompanhamento das políticas públicas de proteção dos biomas. Por isso, quem fiscaliza no campo depende do Deter para agir rápido.

Fundo Amazônia já bancou o Pampa antes

O bioma gaúcho já foi alvo de dinheiro do fundo. Um sistema de monitoramento de Caatinga, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal foi estruturado pelo Inpe com apoio do Fundo Amazônia e financiamento do BNDES, a um custo estimado de R$ 49,8 milhões.

Os dados preliminares daquele projeto indicavam que, até 2016, 43,8% da vegetação nativa do Pampa já tinha sido suprimida.

Serviço

A coletiva é nesta sexta-feira (16), às 14h. Entre os participantes anunciados estão o coordenador do Programa BiomasBR do Inpe, Cláudio Almeida, e a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello. Os detalhes dos novos aportes do Fundo Amazônia devem ser apresentados na mesma ocasião.

Perguntas frequentes

Quanto o desmatamento caiu no Pampa em 2025?

A área desmatada no Pampa foi de 305,48 km², queda de 41,7%, a maior proporcional entre Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, segundo o Prodes (agosto de 2024 a julho de 2025).

Que horas é a coletiva do governo sobre o Prodes e o Fundo Amazônia?

A coletiva é nesta sexta-feira (16), às 14h, com MMA e Inpe, e também detalha novos aportes no Fundo Amazônia.

Qual a diferença entre Prodes e Deter?

O Prod

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