França proíbe protestos em Paris, Lyon, Lille e Grenoble e prepara reforço para sábado
Governo de Emmanuel Macron diz que quer proteger comércio e prédios públicos após a violência de 17 de outubro; a medida é vista por alguns como ataque ao direito de protestar.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

As autoridades francesas proibiram as manifestações previstas para esta quinta-feira (22) em Paris, Lyon, Lille e Grenoble. A decisão veio depois de um fim de semana de confrontos e saques generalizados, os piores distúrbios que a França enfrenta em anos. O governo prepara agora um esquema de segurança "massivo" para o novo dia de atos, no sábado (24).

Para quem acompanha de longe, o ponto central é o equilíbrio entre ordem pública e direito de manifestação. A proibição foi vista por alguns como atentado ao direito dos franceses de protestar. O governo diz que protege lojas e prédios públicos.
O que vale em cada cidade
Em Paris, a Prefeitura de Polícia vetou, das 8h às 20h, cortejos e concentrações não declarados nos perímetros definidos. A área inclui o Senado e pontos turísticos como o Louvre e os Champs-Élysées. A polícia também barrou um ato da Interfac IDF, alegando que a organização não conseguiu evitar excessos nos atos de 13 e 17 de outubro.
Em Lille, o prefeito do Departamento do Norte, Bertrand Gaume, proibiu protestos de caráter reivindicativo em certos setores de Lille e de Wattignies, das 7h às 22h. Em Lyon, o prefeito do Rhône vetou uma manifestação marcada para o dia 22, citando excessos nas mobilizações anteriores. Grenoble também aparece entre as cidades com restrições.
Macron manda proibir atos sem sindicato; Lecornu promete reforço
O presidente Emmanuel Macron afirmou que, quando os atos não forem convocados por sindicatos, a orientação é proibir sempre que for possível, para proteger comércio e prédios públicos.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse à Assembleia Nacional, na terça (20), que o dispositivo policial de sábado "será massivo". Ele admitiu que o do dia 17 foi estático demais e pouco móvel. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou que militares da operação Sentinelle vão assumir a guarda estática de prédios, para liberar policiais. O governo não divulgou o total de agentes que serão mobilizados.
Coletes amarelos declaram ato a partir da Bastilha
Um representante da coordenação dos coletes amarelos disse ter declarado oficialmente uma manifestação em Paris, a partir da Praça da Bastilha. Os protestos de sábado também estão proibidos em Rouen e Le Havre. Em Lyon, a prefeitura do Rhône vetou qualquer manifestação no sábado.
Os atos fazem parte de uma onda de mobilizações contra a vida cara. Depois do "ato II" de 24 de outubro, o movimento tem nova mobilização marcada para 5 de novembro.
Perguntas frequentes
Por que a França proibiu os protestos em Paris?
O governo diz que a medida protege comércio e prédios públicos após o fim de semana de confrontos e saques generalizados.
Quais cidades francesas têm protestos proibidos?
Paris, Lyon, Lille e Grenoble, além de restrições em Rouen e Le Havre para o sábado.
Quando é o novo dia de protestos na França?
Está previsto um novo dia de atos no sábado (24), com esquema de segurança massivo, e outra mobilização marcada para 5 de novembro.
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