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França impõe toques de recolher em Paris e no Norte; 2.513 são detidos desde sábado

Governo admite falhas de antecipação da polícia, e o primeiro-ministro diz que novas restrições dependem de prefeitos e prefeituras.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): Dusk over a European city boulevard, grey stone facad
Ilustração: Bairrista

O governo francês impôs toques de recolher parciais em Paris e em cidades do Norte do país após os protestos contra o custo de vida do sábado (17). Os atos terminaram em saques, incêndios e confrontos. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, informou que 2.513 pessoas foram detidas desde 17 de outubro, e 67 seguem presas preventivamente.

A onda de mobilizações, que começou com estudantes do ensino médio protestando contra a precariedade das escolas, já alcança outros países europeus. Houve atos na Bélgica, Itália, Albânia, Espanha e Portugal. Na França, a violência do fim de semana abriu uma disputa de culpas.

Toques de recolher valem em Paris, Lille e Douai

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu na segunda-feira (19) toques de recolher "parciais" e "localizados" em algumas cidades, para proteger o comércio. Em Paris, as restrições valeram das 23h de segunda às 6h de terça na Praça da República e no bairro comercial de Les Halles. No Norte, a proibição de circular vale para menores, das 20h às 6h, em Lille, Douai, Denain e Wattignies.

Lecornu descartou toque de recolher em toda a capital e disse que o estado de emergência só seria declarado se necessário. Na terça (20), ele afirmou que as medidas ajudaram a manter a calma. Novos toques de recolher "serão decididos onde a situação exigir", conforme o primeiro-ministro, e a decisão cabe às autoridades locais.

Governo admite falhas e fala em resposta penal

Mais de meio milhão de pessoas participaram dos protestos, segundo o Ministério do Interior, e quase 1.000 policiais e bombeiros ficaram feridos. Lecornu disse que cerca de 3.000 estabelecimentos foram saqueados ou depredados.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu a demissão no domingo (18), e o presidente Emmanuel Macron recusou. O gabinete de Macron mandou Nuñez garantir transparência sobre as falhas de planejamento e de inteligência que levaram à violência. Lecornu prometeu uma "resposta penal massiva", com consequências para 80% dos detidos.

Os protestos têm novas etapas previstas na França. Os toques de recolher seguem sendo definidos noite a noite pelas autoridades locais.

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