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Drone atinge mercado em Abyei e mata ao menos 53; Sudão do Sul convoca embaixador

Autoridades de Abyei falam em 53 mortos e 27 feridos, mas um balanço posterior eleva o número para 73 mortos e 19 feridos.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Vista aérea de povoado em Abyei, com casas redondas e terreno árido.
Foto: Sudan Envoy / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Um ataque com drones atingiu na segunda (19) o mercado de Amiet, em Abyei, área disputada entre Sudão e Sudão do Sul. A administração local acusa o Exército sudanês. O governo sul-sudanês convocou o embaixador do Sudão em Juba para protestar contra o ataque, que teria matado 53 pessoas.

O episódio acontece dentro da guerra civil sudanesa. O país vive um conflito desde abril de 2023, entre o Exército e as paramilitares Forças de Apoio Rápido. A guerra produziu uma crise humanitária de fome, deslocamento e violência.

Ministro de Abyei fala em 73 mortos

A administração de Abyei divulgou um balanço de 53 mortos e 27 feridos. O ministro da Informação interino da região, Yohana Akol Ngor, falou em outro número. Ele disse que cerca de 73 pessoas morreram e 19 ficaram feridas.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que mais de 20 feridos foram levados ao hospital de Ameth Bek, que a entidade apoia. Segundo Ngor, os ataques começaram por volta das 11h30 e atingiram várias áreas do mercado, entre elas a que vendia combustível. O Exército sudanês não comentou a acusação, e o governo do Sudão também não se manifestou até agora.

Juba pede medidas para evitar novos ataques

O Ministério das Relações Exteriores do Sudão do Sul disse que o ataque causou mortes, feridos e muitos danos materiais. A pasta pediu medidas para evitar novos ataques e para não agravar a tensão em Abyei. O governo também defendeu que as questões sobre Abyei sejam tratadas por canais diplomáticos e mecanismos de diálogo.

A situação de Abyei segue indefinida desde a independência do Sudão do Sul, em 2011. A região produz petróleo e é reivindicada pelos dois governos. Divergências sobre quem pode votar impedem o referendo prometido sobre o futuro da área. O distrito tem administração conjunta, e autoridades locais relatam presença do SPLM-N em partes dele. O grupo é uma dissidência do movimento que lutou pela independência sul-sudanesa. O SPLM-N está dividido em duas facções, que apoiam lados opostos na guerra.

Ngor disse que a busca por corpos foi suspensa por causa da fumaça intensa e avisou que o total pode aumentar.

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