Foz do Iguaçu: PF cumpre 11 mandados contra grupo de contrabando de eletrônicos
Entre os investigados da segunda fase da Operação Resgate Ilícito estão dois policiais militares, e as cargas que originaram o caso somavam cerca de R$ 20 milhões.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29), em Foz do Iguaçu (PR), a segunda fase da Operação Resgate Ilícito. A ação aprofunda a investigação sobre uma organização suspeita de transportar e vender eletrônicos introduzidos irregularmente no país, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. São 11 mandados de busca e apreensão.

O caso fica no Oeste do Paraná, na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina, rota conhecida de entrada de mercadorias no Brasil.
Dois policiais militares entre os alvos
Segundo a PF, dois integrantes do grupo investigado eram policiais militares. Os mandados de busca foram cumpridos nos domicílios deles, com auxílio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. A PF não divulgou os nomes dos agentes. Participam da ação policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra.
O nome da operação vem do pretexto usado pelo grupo. Os suspeitos diziam recuperar cargas roubadas, mas, conforme as apurações, recuperavam mercadorias contrabandeadas que outros criminosos haviam subtraído.
Da primeira fase à segunda
A primeira fase foi às ruas em 18 de novembro de 2025. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens, em Cascavel e Foz do Iguaçu. A investigação nasceu de prisões feitas entre 2024 e 2025, quando foram apreendidas cargas avaliadas em cerca de R$ 20 milhões, com smartphones sem documentação fiscal e cigarros eletrônicos, de venda proibida no país. Na época, a PF identificou uso de empresas de fachada e de veículos em nome de terceiros para dar aparência de legalidade às operações.
A segunda etapa decorre de novos elementos reunidos desde então. A PF aponta indícios de uso de empresas, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados para ocultar patrimônio. A fase busca consolidar as provas, identificar os envolvidos, rastrear bens adquiridos com dinheiro de origem ilícita e responsabilizar criminalmente os investigados.
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