Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · Edição para Porto AlegreDólar R$ 5,39 ▲ 0,81%Euro R$ 6,02 ▲ 1,16%Ibov 169,6 mil ▬ 0,00%Nasdaq 26,2 mil ▬ 0,00%B3 · às 13:0822°C ⛅
BrasilPolícia

Foz do Iguaçu: PF cumpre 11 mandados contra grupo de contrabando de eletrônicos

Entre os investigados da segunda fase da Operação Resgate Ilícito estão dois policiais militares, e as cargas que originaram o caso somavam cerca de R$ 20 milhões.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Policial federal de colete durante operação em Foz do Iguaçu, com caixas e mercadorias apreendidas ao fundo
Foto: Divulgação/Gov

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29), em Foz do Iguaçu (PR), a segunda fase da Operação Resgate Ilícito. A ação aprofunda a investigação sobre uma organização suspeita de transportar e vender eletrônicos introduzidos irregularmente no país, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. São 11 mandados de busca e apreensão.

Quadro: Foz do Iguaçu: PF cumpre 11 mandados contra grupo de contrabando de eletrônicos
Em números · Bairrista

O caso fica no Oeste do Paraná, na tríplice fronteira com Paraguai e Argentina, rota conhecida de entrada de mercadorias no Brasil.

Dois policiais militares entre os alvos

Segundo a PF, dois integrantes do grupo investigado eram policiais militares. Os mandados de busca foram cumpridos nos domicílios deles, com auxílio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. A PF não divulgou os nomes dos agentes. Participam da ação policiais federais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra.

O nome da operação vem do pretexto usado pelo grupo. Os suspeitos diziam recuperar cargas roubadas, mas, conforme as apurações, recuperavam mercadorias contrabandeadas que outros criminosos haviam subtraído.

Da primeira fase à segunda

A primeira fase foi às ruas em 18 de novembro de 2025. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens, em Cascavel e Foz do Iguaçu. A investigação nasceu de prisões feitas entre 2024 e 2025, quando foram apreendidas cargas avaliadas em cerca de R$ 20 milhões, com smartphones sem documentação fiscal e cigarros eletrônicos, de venda proibida no país. Na época, a PF identificou uso de empresas de fachada e de veículos em nome de terceiros para dar aparência de legalidade às operações.

A segunda etapa decorre de novos elementos reunidos desde então. A PF aponta indícios de uso de empresas, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados para ocultar patrimônio. A fase busca consolidar as provas, identificar os envolvidos, rastrear bens adquiridos com dinheiro de origem ilícita e responsabilizar criminalmente os investigados.

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Receba as 5 do dia no WhatsApp

As notícias que importam para ti, todo dia de manhã. De graça, sai quando quiser.

Depois tu escolhe região, time e horário. Sem spam e de graça, como tem que ser. privacidade

Do interior do RS