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Flávio quer retomar privatizações; Lula defende fortalecer estatais; voto é domingo (25)

Programas de governo dos dois candidatos também divergem sobre corte de ministérios, regras para dirigentes de estatais e ampliação de serviços digitais.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Foto: Flávio quer retomar privatizações; Lula defende fortalecer estatais; voto é domingo (25)
Foto: Divulgação/Acordadf

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam ao segundo turno, neste domingo (25), com programas de governo opostos. A divergência é sobre o tamanho e o papel do Estado. Flávio propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização e vender ativos estatais considerados não estratégicos. Lula se opõe à venda de empresas como Petrobras, Embrapa e Correios.

Para o eleitor gaúcho, a escolha define se o governo federal vai reduzir a estrutura e vender patrimônio ou manter e reforçar as empresas públicas. O contraste também atinge serviços que o cidadão usa no dia a dia, como os do Gov.br, e a situação dos servidores federais que atuam no estado. As propostas valem para o governo federal; estatais estaduais, como o Banrisul, dependem do Governo do Estado.

Flávio: desestatização "caso a caso" e corte na estrutura

O plano de Flávio, intitulado "Para o Brasil Vencer o Atraso", prevê cortar pelo menos dez ministérios, rever a reforma tributária e retomar privatizações. O documento não traz lista de empresas a vender, cronograma de privatizações nem estimativa de arrecadação.

O texto também não diz quais ministérios seriam extintos, quantos cargos seriam cortados nem quanto as medidas economizariam. A proposta inclui reforma administrativa, redução de cargos comissionados e limite para despesas operacionais.

Sobre as maiores estatais, o economista Adolfo Sachsida, da coordenação do plano econômico da campanha, afirmou em 8 de outubro que um eventual governo de Flávio não vai privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O programa ainda prevê adotar a Lei de Estatais, de 2016, como diretriz para nomear dirigentes de agências reguladoras e empresas públicas. Na área digital, defende ferramentas tecnológicas para diminuir filas e simplificar procedimentos.

Lula: reestruturar estatais e ampliar o Gov.br

O programa de Lula, que busca a reeleição, foca no aumento da eficiência e da qualidade e no controle do gasto público. Para as estatais, o plano prioriza reestruturação e recuperação financeira, parcerias com empresas privadas e ampliação do Repetro, regime fiscal especial para a cadeia de óleo e gás.

O texto defende a universalização de serviços públicos digitais personalizados e a construção de infraestruturas públicas digitais. A aposta inclui o Gov.br, que já reúne mais de 5 mil serviços públicos federais. O programa não informa valores de investimento nem prevê a criação de novas empresas públicas.

O que já foi privatizado

O tema tem histórico recente. Nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, cerca de 76 empresas públicas foram privatizadas, entre subsidiárias e empresas de estrutura única. A mais emblemática foi a Eletrobras, vendida em junho de 2022 por R$ 33,7 bilhões.

As propostas dos dois programas dizem respeito ao governo federal. Estatais estaduais, como o Banrisul, dependem de decisões do Governo do RS, e os planos não citam nenhuma delas.

A votação do segundo turno é neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília, nas seções eleitorais de cada eleitor.

Perguntas frequentes

Quando é a votação do segundo turno?

Neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília, nas seções eleitorais de cada eleitor.

As propostas valem para estatais gaúchas como o Banrisul?

Não. As propostas valem para o governo federal; estatais estaduais, como o Banrisul, dependem do Governo do Estado.

Flávio Bolsonaro vai privatizar Petrobras e Banco do Brasil?

Segundo o economista Adolfo Sachsida, da coordenação do plano econômico da campanha, não. Ele afirmou em 8 de outubro que um eventual governo de Flávio não vai privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa.

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