Flávio diz que contrato de R$ 134 mi com Vorcaro não foi cumprido; nega contrapartida
Em sabatina na TV Globo, o candidato do PL afirmou que o dinheiro de Vorcaro e de outros investidores bastou para terminar "Dark Horse", enquanto a liquidante do Master diz não achar registro de patrocínio.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 05:28 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, foi sabatinado nesta sexta-feira (16) pela jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo. Ele afirmou que o contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse" não foi cumprido. Segundo ele, o dinheiro aportado pelo ex-dono do Banco Master e por outros investidores permitiu concluir a obra sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sabatina foi ao ar na reta final da campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026 . O tema interessa ao eleitor do RS e do resto do país. Ele envolve a origem de recursos ligados a um candidato e o caso Master, que corre na Polícia Federal e no Supremo.
O que Flávio respondeu
Lo Prete perguntou sobre a diferença entre os R$ 134 milhões pedidos a Vorcaro e o custo de R$ 75 milhões do filme, segundo perícia da produtora Go Up Entertainment . O pedido, em dólares, foi de US$ 24 milhões . Flávio respondeu: "Era um contrato que não foi cumprido e, com os recursos que foram aportados por ele e mais outros investidores, nós conseguimos concluir o filme."
O senador disse ainda que a produtora brasileira prestou contas dos valores usados na produção . Chamou a operação de patrocínio privado, "sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República" .
Questionado por que procurou Vorcaro, afirmou ter conversado com vários possíveis investidores. O banqueiro, disse, "topou fazer em uma época que ele não tinha absolutamente nada de errado" .
Liquidante do Master não acha registro de patrocínio
Mais de R$ 60 milhões chegaram à produção por intermédio de Vorcaro, segundo as reportagens sobre o caso. Parte do dinheiro foi para um fundo nos Estados Unidos, o Havengate Development Fund LP.
O liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, informou à Câmara dos Deputados que não encontrou documentos que evidenciem financiamento, patrocínio ou aporte ao filme, direta ou indiretamente . A resposta atendeu a requerimento do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Bianchini também não localizou operações com o fundo americano .
Segundo a mesma coluna, a assessoria de Flávio diz que ele apenas buscou o patrocínio e não participou dos pagamentos . Os valores eram enviados pelo grupo Entre, cujo dono, Antônio Carlos Freixo Junior, fechou delação premiada .
Próximo passo está no STF
Também nesta sexta, a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, mais 90 dias para o inquérito que investiga o financiamento de "Dark Horse". A decisão sobre a prorrogação cabe a Mendonça.
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