Flávio diz na Globo que votou pelo fim da 6x1 e que Eduardo não será chanceler
Candidato do PL promete manter salário mínimo, aposentadorias e pisos de saúde e educação, enquanto o Datafolha aponta empate técnico no segundo turno.
Por que afeta o RS: O fim da escala 6x1, se aprovado, valeria para todos os trabalhadores gaúchos, e o ajuste fiscal proposto mexe com aposentadorias e benefícios no estado.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 22:13 · 2 min de leitura

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, disse nesta sexta (16), em entrevista à Globo , que votou a favor do fim da escala 6x1 depois de ouvir trabalhadores nas ruas. Ele afirmou que não pretende reverter a medida se for eleito e que o irmão, Eduardo Bolsonaro, não será ministro das Relações Exteriores.

Para o trabalhador gaúcho, o recado mais direto está na escala e no bolso. O fim da 6x1 alcança quem trabalha no comércio, na indústria e nos serviços em todo o país, inclusive no RS. Flávio também prometeu que o ajuste fiscal da campanha não mexerá com o salário mínimo, as aposentadorias nem os pisos de saúde e educação.
O que ele disse sobre a escala 6x1
Flávio havia chamado a proposta de oportunista e eleitoreira. Na entrevista, explicou a mudança de voto pelo que ouviu em viagens. "Eu votei conforme o que eu ouvi nas ruas", afirmou. Ele disse ainda que sempre defendeu mais liberdade para o trabalhador montar a própria jornada. Também citou o caso de mães solo que, com a escala rígida, teriam dificuldade para conseguir emprego.
Eduardo fora do Itamaraty, Jair "não está no radar"
A entrevista, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, durou 40 minutos e foi ao ar um dia depois da sabatina de Lula na mesma emissora. Sobre Eduardo, o candidato disse: "Ele não vai ser meu chanceler."
Flávio chamou o irmão de "perseguido político" e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Sobre um cargo para o pai, Jair Bolsonaro, o tom foi outro. Flávio não foi tão categórico e disse que a ideia "não está no radar". Segundo ele, o ex-presidente nunca tratou de cargo com o filho.
Ajuste fiscal e resposta a Lula
Flávio falou em cortar ao menos dez ministérios e citou a securitização de créditos públicos como fonte de receita. Ele disse que a campanha de Lula faz "terrorismo" ao afirmar que ele acabaria com aposentadorias e privatizaria Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. "O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula", afirmou.
Datafolha mostra disputa apertada
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) mostra Flávio com 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. Na rodada de 8 de outubro, o placar era 52% a 48%.
O instituto ouviu 2.520 eleitores entre 13 e 15 de outubro.
Serviço
A pesquisa foi divulgada a dez dias do segundo turno , que acontece no domingo (25). O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Quem não puder votar deve justificar a ausência no aplicativo e-Título ou em um cartório eleitoral.
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