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Flávio diz na Globo que não há nada de errado com Vorcaro e defende filme Dark Horse

Candidato do PL fala em patrocínio privado, enquanto a PF pede ao STF mais 90 dias de inquérito sobre os R$ 134 milhões que o banqueiro teria prometido ao longa.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 23:13 · 2 min de leitura

Flávio diz na Globo que não há nada de errado com Vorcaro e defende filme Dark Horse
Foto: Divulgação/noticias.stf.jus.br

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta (16), que não vê nada de errado em ter pedido patrocínio ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A declaração veio na sabatina da TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete. Ele defendeu o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, como patrocínio privado, sem dinheiro público.

O eleitor gaúcho vai ao segundo turno com o caso ainda sob investigação no Supremo. A sabatina integra a cobertura do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O que Flávio respondeu sobre o dinheiro

Flávio disse que não houve favorecimento ao banqueiro. Na fala dele, trata-se de "um patrocínio privado, para um filme privado", sem contrapartida pelo fato de ele ser senador.

Sobre ter procurado Vorcaro, afirmou que conversou com vários possíveis investidores, numa época em que o banqueiro não tinha nada de errado.

Sobre a prestação de contas, o senador disse que a produtora já a apresentou. Ele afirmou que o valor usado pela produtora para fazer o filme foi maior do que o valor recebido. Na sabatina, ele não detalhou o contrato nem explicou a diferença entre o valor negociado e o efetivamente repassado.

Quando Renata Lo Prete insistiu no assunto, Flávio citou negócios da própria Globo com Vorcaro. A jornalista rebateu a comparação e diferenciou patrocínio comercial de financiamento de filme. Ela também confirmou que um diretor do grupo foi desligado após a divulgação de conversas com o banqueiro.

PF quer mais três meses de inquérito

A Polícia Federal quer mais 90 dias para investigar o financiamento de Dark Horse. O pedido foi feito ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O prazo para concluir o inquérito terminou em 10 de outubro.

Flávio é um dos investigados.

A apuração trata de suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa. Segundo a PF, Vorcaro teria assumido o compromisso de aportar cerca de R$ 134 milhões na produção.

Cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados.

A Ancine informou não ter localizado registro de captação de recursos públicos ou incentivos fiscais federais para a obra.

A PF diz que ainda precisa fazer diligências para esclarecer a origem e o destino dos recursos usados na produção.

Os investigadores também precisam finalizar o processamento de mídias e dispositivos apreendidos e defendem cooperação jurídica internacional para rastrear o caminho do dinheiro.

O pedido de prorrogação ainda depende de análise judicial.

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