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Flávio diz acreditar na inocência de PM acusado de matar menina de 5 anos

Na plateia do debate da Globo, a mãe de Ana Clara rebateu a versão de troca de tiros; a perícia não achou estojos de pistola no local.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro diante do painel de cobertura eleitoral da Globo. Ele afirmou acreditar na inocência do policial militar acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou no debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23), que acredita na inocência do cabo da PM do Rio Bruno Dias Delaroli. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o policial atirou em área residencial, apesar de alertas de que havia moradores. Um dos tiros atingiu Ana Clara, de 5 anos, que brincava em frente de casa. Flávio disse que o caso foi uma troca de tiros. A mãe da menina, na plateia, contestou.

O ponto central é uma disputa entre a versão do candidato e a das investigações. A defesa do policial alegou que houve confronto armado, mas a investigação contestou essa versão. O caso entrou na disputa pela Presidência, que também se decide no voto do eleitor gaúcho.

O que Flávio disse e o que a mãe respondeu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levantou o caso. Ele perguntou o que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos. Flávio respondeu que quer ajudar a descobrir quem foi o autor do disparo, porque tem confiança de que não foi esse policial, que "sequer foi julgado ainda". Ele disse à mãe, Cristiane Gomes da Silva, que ela sabe que há tráfico de drogas no local. Ao se dirigir a ela, chamou-a pelo nome da filha.

Cristiane reagiu da plateia. Afirmou que a perícia da Polícia Civil atestou que não houve troca de tiros e disse que Flávio inventou um confronto, como o policial teria feito no dia. Em vídeo divulgado nas redes, ela chamou o senador de "mentiroso".

O que apontou a perícia

A perícia identificou vestígios de munição calibre 7,62, compatível com o fuzil do agente, mas não encontrou estojos de pistola que indicassem troca de tiros. Também apontou que a posição de onde os policiais disseram ter atirado não correspondia à trajetória do projétil que atingiu a criança. Não havia marcas de tiros na viatura, embora a versão inicial da equipe citasse disparos de pistola.

Situação do processo

O MPRJ denunciou Delaroli por homicídio doloso. O policial nega que o tiro tenha partido da sua arma e diz que atirou contra criminosos armados. A Justiça mandou o cabo a júri popular. Em 2024, Flávio integrou a defesa e assinou recurso no Superior Tribunal de Justiça contra a decisão, mas o pedido foi negado. Ele atuou sem cobrar honorários.

A menina morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói. O policial responde ao processo criminal em liberdade e ainda não foi a julgamento popular.

Perguntas frequentes

Quem é o policial acusado de matar Ana Clara?

É o cabo da PM do Rio Bruno Dias Delaroli, denunciado pelo MPRJ por homicídio doloso.

Onde a menina Ana Clara foi morta?

Na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, em 2 de fevereiro de 2021.

O policial já foi julgado?

Não. A Justiça mandou o cabo a júri popular, e ele responde ao processo em liberdade.

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