Flávio Bolsonaro diz que não vai reverter fim da escala 6x1 e que quer só um mandato
Em entrevista à Globo, o candidato do PL também afirmou que um cargo para Jair Bolsonaro em seu governo não está no radar e detalhou o plano de corte de gastos.
Por que afeta o RS: A promessa de manter o fim da escala 6x1 vale para trabalhadores gaúchos caso se torne política de governo.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 22:34 · 2 min de leitura

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (16) que não pretende reverter o fim da escala de trabalho 6x1. Na entrevista à jornalista Renata Lo Prete, nos Estúdios Globo, no Rio, ele também afirmou que quer exercer apenas um mandato e que não prevê cargo para o pai, Jair Bolsonaro, em um eventual governo. A conversa faz parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026.

O compromisso toca direto o trabalhador gaúcho. A emenda constitucional reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de repouso remunerado e impede corte de salários.
A mudança não é imediata: a PEC prevê transição de 14 meses, e em dois meses a jornada cai para 42 horas, com direito a dois dias de descanso. Isso vale para o comércio, a indústria e os serviços do estado.
Mudança de posição sobre a 6x1
Flávio havia chamado a medida de eleitoreira e oportunista.
Questionado se atuaria para reverter a decisão, negou. Ele respondeu: "Não vou, Renata."
A PEC foi aprovada e promulgada nesta semana pelo Congresso.
O senador votou a favor.
No Senado, o texto teve 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno, o do senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Um mandato, ajuste fiscal e o pai
Flávio disse que não quer pensar em reeleição durante o mandato e que pretende trabalhar para consertar o país.
Sobre Jair Bolsonaro, declarou que "não está no radar" dar um cargo ao ex-presidente em seu governo, caso ele seja solto.
Também negou que o irmão, Eduardo Bolsonaro, será ministro das Relações Exteriores.
No ajuste fiscal, o candidato afirmou que cortará ministérios, melhorará a gestão das estatais e securitizará imóveis do governo federal.
Falou em cortar ao menos dez ministérios, manter o reajuste das aposentadorias e assegurar investimentos em saúde e educação.
Ele garantiu que vai respeitar o resultado das urnas.
Próximo passo
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. Os gaúchos votam no mesmo dia, nas seções de sempre.
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