Flávio Bolsonaro chama de "teses malucas" a ligação entre mais armas e mais violência
Candidato do PL à Presidência defendeu mudar o Estatuto do Desarmamento em sabatina da TV Globo, enquanto o TCU aponta falhas no controle dos registros.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 12:51 · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência no segundo turno, classificou como "teses malucas" as afirmações de que mais armas nas mãos de cidadãos "ordeiros" causam mais violência. A declaração foi dada na sexta (16), em sabatina da TV Globo conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.
O Estatuto do Desarmamento é lei federal e vale igual em Porto Alegre, Santa Rosa ou Uruguaiana. Se Flávio for eleito e levar adiante a proposta, as regras para comprar e manter arma em casa mudam para todo o país, inclusive para o produtor rural gaúcho. Na resposta, Flávio citou a defesa da propriedade rural. O candidato não detalhou quais alterações faria.
O que Flávio disse sobre armas
Ele foi questionado sobre propostas de aliados para revogar o Estatuto e sobre uma pesquisa Quaest. O levantamento, divulgado em setembro, indicou que a maioria dos brasileiros considera que limitar o acesso a armas melhora a segurança pública.
Flávio defendeu o armamento da população civil e mudanças no Estatuto do Desarmamento. Disse que quem cumpre os requisitos legais tem direito a ter arma para defender família, casa e propriedade rural. E resumiu: "O problema está nas armas na mão das pessoas erradas".
A sabatina foi a segunda da série com os candidatos do segundo turno. Flávio falou um dia depois do presidente Lula.
O que mostram os números oficiais
O Tribunal de Contas da União (TCU) auditou o controle de armas no período dos decretos do governo Jair Bolsonaro. Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, as armas registradas cresceram 33,28% no Sinarm, da Polícia Federal, e 200,83% no Sigma, do Exército.
Foram 366.587 novas armas no Sinarm e 188.288 no Sigma, ou 554.875 adquiridas legalmente no período.
Em monitoramento divulgado em outubro, o TCU reconheceu avanços em relação a 2022. Um deles é o Decreto 11.615/2023, que reduziu a fragmentação institucional ao passar competências à Polícia Federal. O tribunal concluiu, porém, que as medidas de controle ainda não atingiram o nível esperado.
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