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Prefeito diz que fim da 6x1 pode encarecer ônibus em Porto Alegre; tarifa é R$ 5,30

Emenda promulgada na sexta (16) fixa jornada de 42 horas em 60 dias, e a prefeitura prevê R$ 250 milhões em subsídios ao sistema em 2026.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 21:43 · 2 min de leitura

Prefeito diz que fim da 6x1 pode encarecer ônibus em Porto Alegre; tarifa é R$ 5,30
Foto: Divulgação/Agência Senado

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), entregou na quinta (15) a Lei Orçamentária de 2027 à Câmara Municipal. Na ocasião, afirmou que o fim da escala de trabalho 6x1 pode impactar a tarifa de ônibus da Capital . No dia seguinte, o Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141, que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de repouso semanal remunerado .

Para quem pega ônibus na Capital, o ponto é a conta da passagem. A tarifa está em R$ 5,30 desde 19 de fevereiro, aumento de R$ 0,30, ou 6% . Melo não informou quanto o valor poderia subir, nem se a prefeitura ampliará os subsídios ou se o custo extra recairá sobre o passageiro.

O que a emenda muda e quando

A EC 141 substitui a escala 6x1 pela jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial . Após 60 dias da publicação, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal remunerado, com jornada máxima de 42 horas . O limite cai para 40 horas semanais 14 meses após a publicação .

Há um prazo diferente para quem presta serviço ao poder público. Essas empresas têm 12 meses após a promulgação para encerrar a escala 6x1, contra 60 dias das demais .

Quanto pesa o rodoviário na passagem

O transporte coletivo da Capital é operado por onze empresas organizadas em quatro consórcios, representados pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), além da Carris . Em entrevista ao jornal O Globo em junho, Melo disse que o peso do serviço dos trabalhadores no cálculo da passagem soma de 35% a 45% . Ele também previu: "Se muda a escala de trabalho, empresários vão alegar que não têm como manter o preço" .

A prefeitura calcula em R$ 886,6 milhões o custo anual do sistema em 2026. A tarifa técnica, que reflete esse custo, está em R$ 7,35 . A diferença até os R$ 5,30 cobrados do passageiro sai dos subsídios: Melo anunciou em fevereiro o aporte de R$ 250 milhões para custear as isenções .

O cenário fiscal também pesa. O orçamento de 2027 entregue à Câmara prevê déficit de R$ 630 milhões .

Reajustes recentes

A passagem passou de R$ 4,80 para R$ 5,00 em março de 2025, depois de quatro anos sem reajuste , e para R$ 5,30 em fevereiro de 2026. O último aumento foi oficializado pelo Decreto Municipal 23.669, de 2026, que segue em vigor.

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