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Alvorada diz não ter registrado feminicídio em 2026 e apresenta Botão Lilás à Unesco

Primeira-dama levou a Brasília também a Patrulha Guardiãs da Vida e a Sala Lilás; benefício de um salário mínimo para vítimas começa em janeiro de 2027.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 21:58 · 2 min de leitura

Alvorada diz não ter registrado feminicídio em 2026 e apresenta Botão Lilás à Unesco
Foto: Eric Gaba (Sting - fr:Sting) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Prefeitura de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, informa que o município não registrou nenhum feminicídio em 2026. Nesta sexta (16), na sede da Unesco em Brasília, a primeira-dama Thaísa Martello apresentou três programas à Unesco e à ONU Mulheres. São o Botão Lilás, a Patrulha Guardiãs da Vida e a Sala Lilás.

Quadro: Alvorada diz não ter registrado feminicídio em 2026 e apresenta Botão Lilás à Unesco
Entenda em um quadro · Bairrista

Para as mulheres da cidade, a mudança mais concreta vem no início do próximo ano. O Benefício Lilás, criado por lei sancionada pelo prefeito Douglas Martello, paga um salário mínimo por até seis meses a vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade. Pode haver uma única prorrogação, mediante avaliação técnica.

O pagamento só começa a valer em janeiro de 2027.

O programa deve atender, inicialmente, 77 mulheres acompanhadas pela Patrulha da Guarda Municipal.

Botão Lilás aciona a Guarda em tempo real

Segundo a prefeitura, o Botão Lilás permite que mulheres com medida protetiva peçam socorro à Guarda Municipal. A administração afirma que a ferramenta já foi usada em casos reais e ajudou a prender agressores. O botão funciona dentro do aplicativo Alvorada Digital desde março.

A diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, classificou a iniciativa como "projeto de excelência", conforme a prefeitura. Ela disse que a Unesco quer ajudar a divulgar a experiência no Brasil e no mundo. Thaísa Martello afirmou que deseja ver o trabalho de Alvorada inspirar outros estados e países.

Patrulha fez 89 prisões no primeiro ano

A Patrulha Guardiãs da Vida é uma equipe específica da Guarda Municipal que atua na proteção das mulheres desde março de 2025. De acordo com a prefeitura, no primeiro ano o grupo fez 89 prisões, mais de 200 atendimentos e 10 mil visitas de acompanhamento e prevenção. A Sala Lilás, que faz o acolhimento das vítimas, atendeu 153 mulheres em um ano, segundo o município.

O Botão Lilás deve ganhar uma segunda fase. Em junho, o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni anunciou emenda de R$ 185 mil para ampliar e modernizar o programa.

Com o dinheiro, a ferramenta passará a ter alertas por SMS e WhatsApp e maior integração com os sistemas de segurança pública.

O que a lei garante além do dinheiro

As beneficiárias terão acompanhamento psicossocial e prioridade em qualificação profissional, geração de emprego e renda, habitação e assistência social.

A lei também prevê prioridade para entrar no Botão Lilás e permite reservar 5% das vagas em contratos terceirizados da prefeitura para vítimas com medida protetiva.

O Benefício Lilás começa a ser pago em janeiro de 2027. Em qualquer cidade gaúcha, mulheres em situação de violência podem ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou para o 190 em caso de risco imediato.

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