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Filho do vice-prefeito de Nonoai é morto a tiros em conflito por cacicado

O tiroteio de 22 de maio de 2025 na Terra Indígena de Nonoai também feriu um homem de 30 anos e uma mulher de 37, e a Força Nacional foi acionada.

Redação Bairrista · 12 de outubro de 2026 às 22:03 · 2 min de leitura

Ilustração: arte do Bairrista sobre o conflito na Terra Indígena de Nonoai, no norte do RS, que deixou um morto e dois feridos
Arte: Bairrista

Décio dos Santos de Melo, 28 anos, morreu baleado na manhã de quinta-feira, 22 de maio de 2025, durante um confronto na Terra Indígena de Nonoai, no norte do RS. Ele era filho do vice-prefeito de Nonoai, Décimo Pedro de Melo. Outras duas pessoas ficaram feridas.

Para quem mora em Nonoai e nas cidades vizinhas que dividem a reserva, o policiamento na região foi reforçado. A Força Nacional de Segurança, que estava alojada em Nonoai, foi chamada e seguiu para a aldeia. A Funai e a Polícia Federal foram comunicadas.

A Brigada Militar mobilizou ainda o Batalhão de Choque (BPChoque) de Passo Fundo, o CRPO Norte e o 13º BPM, que ficaram em prontidão.

Tiros começaram por volta das 7h

A Brigada Militar foi acionada por volta das 7h, após relatos de disparos. O corpo de Décio foi encontrado dentro da área indígena, com marcas de tiros. Uma casa e uma motocicleta foram incendiadas durante o confronto.

Um homem de 30 anos foi atingido na cabeça e levado em estado grave ao Hospital Santa Terezinha, em Erechim. Uma mulher de 37 anos levou um tiro no braço e foi internada no Hospital de Nonoai. As circunstâncias eram investigadas.

Décio foi sepultado na sexta-feira (23), em Nonoai. A Prefeitura de Nonoai lamentou a morte e prestou solidariedade à família do vice-prefeito.

Disputa pelo cacicado vem de março

O caso está ligado a um conflito de alguns meses entre dois grupos indígenas que disputam o cargo de cacique. Em março de 2025, cerca de 25 casas foram incendiadas e quatro pessoas ficaram feridas por tiros.

Na ocasião, o Ministério da Justiça, sob o ministro Ricardo Lewandowski, autorizou a Força Nacional a atuar na terra indígena por três meses. No mesmo mês, o governador Eduardo Leite assinou portaria que permite a permanência da tropa nos conflitos em Nonoai.

A Polícia Federal informou, em nota, que a disputa entre os dois grupos pelo domínio da Aldeia Sede é investigada em cinco expedientes policiais. Eles apuram homicídio, tentativa de homicídio, incêndio e constituição de milícias privadas.

A Terra Indígena de Nonoai é formada por três aldeias: a Aldeia da Sede, em Nonoai; a Bananeiras, em Gramado dos Loureiros; e a Pinhalzinho, em Planalto.

Serviço

Informações sobre disparos ou violência na área podem ser passadas à Brigada Militar pelo telefone 190.

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