Fetag-RS cobra de Lula juros menores e Proagro que funcione; menos de 10% têm seguro
Após a reeleição do presidente, a federação dos trabalhadores rurais diz que o endividamento no campo gaúcho segue sem saída, e a CropLife pede segurança jurídica e investimento.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) cobrou do governo federal, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25), uma saída para as dívidas rurais, juros menores, ampliação do seguro agrícola e um Proagro que funcione. O presidente da entidade, Eugênio Zanetti, afirmou que menos de 10% da agricultura tem algum tipo de seguro.
Para o agricultor e o pecuarista familiar do RS, a cobrança trata de dois pontos do dia a dia: quanto custa o crédito e quem cobre o prejuízo quando a lavoura é perdida para a estiagem ou para o excesso de chuva. O novo mandato começa em 2027.
Fetag já levou o tema ao ministro
O assunto não é novo para a federação. Em reunião na sede da Ocergs, em Porto Alegre, Zanetti e o secretário executivo Kaliton Prestes debateram com o ministro da Agricultura, André de Paula, o endividamento no campo e as dificuldades de agricultores e pecuaristas familiares com o Proagro e o seguro rural. Na ocasião, o presidente da Fetag-RS defendeu a urgência de medidas para quem foi atingido pelos impactos climáticos e econômicos dos últimos anos.
Na mesma reunião, as entidades manifestaram preocupação com as propostas em discussão no governo federal para renegociar as dívidas rurais.
O que o programa de Lula prevê
O programa de governo do presidente reeleito diz que vai continuar fortalecendo o crédito rural, ampliar os recursos do Plano Safra e trabalhar com juros compatíveis com a rentabilidade da atividade agropecuária. Para o seguro rural, o texto prevê fortalecer o instrumento e dialogar com o setor para criar um mecanismo de mitigação de perdas sistêmicas causadas por quebras severas de safra.
Sobre as dívidas, o documento não traz uma proposta nova. O programa de Lula não apresenta proposta específica de renegociação de dívidas rurais como parte da agenda de crédito para o próximo mandato.
CropLife pede segurança jurídica e infraestrutura
A CropLife Brasil, que reúne a indústria de insumos, cumprimentou Lula pela reeleição e reafirmou o compromisso com o diálogo institucional. A entidade destacou a segurança jurídica, um ambiente de negócios favorável à atração de capital, a modernização da infraestrutura produtiva e o fortalecimento da capacidade de investimento dos produtores.
As pautas têm ênfases diferentes: a Fetag-RS fala de crédito, dívida e proteção contra perdas, e a CropLife trata de ambiente de negócios e investimento. Na avaliação do Notícias Agrícolas, seguro rural e Proagro aparecem entre as prioridades do setor em determinadas regiões.
A próxima etapa é a definição da equipe do novo governo e do Plano Safra do período seguinte, que vai mostrar se as cobranças da Fetag-RS entram na pauta de 2027. A Fetag-RS tem sede em Porto Alegre e atende os sindicatos de trabalhadores rurais de todo o estado.
Perguntas frequentes
O que é o Proagro?
Programa que cobre prejuízos na lavoura, mas a matéria não detalha suas regras; a Fetag-RS afirma que ele precisa funcionar melhor.
Quantos agricultores têm seguro rural?
Segundo o presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti, menos de 10% da agricultura tem algum tipo de seguro.
Quando começa o novo mandato de Lula?
O novo mandato começa em 2027.
Saber mais
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