Fachin arquiva três investigações das Fake News e libera Malafaia para viajar ao exterior
Decisões atingem Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia e Guilherme Fiúza; a condenação de Eduardo, que já transitou em julgado, não muda.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça (27) o arquivamento de três investigações ligadas ao inquérito das Fake News, aberto em março de 2019. As decisões envolvem o pastor Silas Malafaia, o jornalista e escritor Guilherme Fiuza e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Para Malafaia, o efeito é prático. Fachin revogou as medidas cautelares impostas ao pastor e mandou devolver os bens apreendidos. Na prática, o pastor deve recuperar o passaporte e fica autorizado a viajar para o exterior.
Os casos não têm ligação direta com o Rio Grande do Sul. As três decisões são do STF e valem em todo o país.
Eduardo: inquérito cumpriu a finalidade
Fachin arquivou o Inquérito 4995, que investigava Eduardo Bolsonaro. Segundo o ministro, com a instauração da ação penal a finalidade investigativa do inquérito foi encerrada, não havendo razão para que ele continuasse tramitando.
A Primeira Turma condenou Eduardo em 16 de junho de 2026. Após a rejeição dos embargos de declaração, a condenação transitou em julgado em 3 de outubro de 2026. Ele foi condenado por coação no curso do processo, por articular sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. O fim do inquérito não muda a pena nem a condenação.
O jornalista Paulo Figueiredo, denunciado junto com Eduardo, responde em separado no Inquérito 5017.
Malafaia: PGR viu insuficiência de elementos
Na Petição 14.305, Fachin atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e encerrou a apuração sobre a suposta participação de Malafaia em [trecho ausente no original]. A PGR analisou mensagens e áudios trocados entre o pastor e Jair Bolsonaro, nos quais identificou recomendações estratégicas e ofertas de auxílio.
Fachin ressaltou que, como titular da ação penal, o Ministério Público deve ter seu pedido de arquivamento acolhido, em regra.
Fiuza: prescrição e falta de provas
Em relação a Fiuza, o presidente do STF reconheceu a extinção da punibilidade pelo crime de incitação ao crime. A última conduta investigada teria ocorrido em 17 de dezembro de 2022, e o prazo prescricional aplicável é de três anos.
No caso dele, também foi retirada uma apuração por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A PGR também se manifestou pelo arquivamento nesse caso.
Relatoria saiu das mãos de Moraes em setembro
Fachin afastou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das Fake News em 9 de setembro. Desde então, o presidente do STF decide sobre os desdobramentos do inquérito.
O Inquérito 4995, de Eduardo, tem decisão datada de 26 de outubro. As demais foram divulgadas nesta terça (27).
Saber mais
- STF – STF determina arquivamento de investigações relacionadas ao inquérito das fake news
- Agência Brasil – Fachin arquiva três investigações do inquérito das Fake News
- Migalhas – Fake news: Fachin arquiva ações sobre Malafaia e Eduardo Bolsonaro
- Congresso em Foco – Fachin retira Eduardo Bolsonaro e Malafaia do inquérito das Fake News
- Gazeta do Povo – Fachin arquiva investigações sobre Eduardo e Malafaia ligadas ao inquérito das fake news
Leia também
TSE arredonda votos e PSOL/Rede supera cláusula de barreira; cadeiras seguem as mesmas

Lula deve retomar viagens em novembro, com COP31 na Turquia e G20 em Miami em dezembro

PL reconhece vitória de Lula, mas Trump segue falando em fraude; Milei não parabeniza

Federação PT-PCdoB-PV declara apoio à reeleição de Hugo Motta na Câmara

Mais lidas
1Milei compartilha post que compara Lula a Maduro e acusa fraude sem provas no 2º turno2EWZ cai até 19,6% em Nova York após reeleição de Lula; B3 só reabre na segunda3Flávio desiste de pedir anulação da eleição e vai atrás da cassação da chapa de Lula4Focus: mercado mantém Selic em 13,25% no fim de 2026 e vê 11,75% em 20275Mudança de Flávio Bolsonaro para os EUA é hipótese de aliados, sem decisão anunciada