EUA restringem vistos de 61 pessoas da Colômbia e da Bolívia por corrupção e tráfico
Lista inclui o ex-presidente da Ecopetrol Ricardo Roa Barragán e o ex-procurador-geral boliviano Juan Lanchipa; medida atinge indivíduos e familiares, não os governos.
Por que afeta o RS: Colômbia e Bolívia são parceiros do Mercosul e de comércio com o Brasil, e decisões de vistos sobre autoridades sul-americanas podem repercutir nas relações regionais.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta quinta (22) restrições de visto a 61 pessoas: 21 na Colômbia e 40 na Bolívia. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, a política mira estrangeiros que, por corrupção ou narcotráfico, minam governos democraticamente eleitos no hemisfério, seja qual for a filiação política.
A medida é migratória e vale para os nomeados e seus familiares imediatos. Ela não alcança bolivianos em geral, e restrição de visto, por si só, não é condenação penal. O anúncio não trata de comércio nem de sanção aos governos. A Bolívia é membro pleno do Mercosul, e a Colômbia, Estado associado, o que dá ao tema um interesse diplomático para o Brasil.
Base legal e quem está na lista
O comunicado cita a Seção 212(a)(3)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. Ela autoriza o secretário de Estado a negar visto quando houver motivo razoável para crer que a entrada do estrangeiro teria consequências graves para a política externa americana. Quem já tem visto o perde, e novos pedidos são recusados.
Na Colômbia, a lista inclui Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da Ecopetrol e ex-gerente de campanha de Gustavo Petro, que deixou a Presidência em agosto. Também aparecem Yahir Acuña, prefeito de Sincelejo, capital do departamento de Sucre, e o senador eleito Wadith Manzur, que não chegou a tomar posse porque a Justiça ordenou sua prisão.
Na Bolívia, estão os deputados Rafael Darío López Mercado e Rolando Santos Pacheco Chávez, o ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce e o magistrado Aldo Quezada Cerruti. Dos 40 bolivianos, Washington divulgou 15 nomes.
Segunda lista boliviana em menos de um mês
Em setembro, os EUA já tinham restringido os vistos de 13 bolivianos, entre eles o procurador-geral Roger Mariaca, preso pouco depois. A nova leva faz parte do Escudo das Américas, aliança de segurança que o governo de Donald Trump formou com países latino-americanos.
O deputado Rolando Pacheco rejeitou a acusação. Ele afirma que os EUA agiram por interesses políticos ao restringir seu visto.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas tiveram o visto restringido pelos EUA?
Um total de 61 pessoas: 21 na Colômbia e 40 na Bolívia.
A restrição de visto significa condenação criminal?
Não. Restrição de visto, por si só, não é condenação penal.
A medida atinge todos os bolivianos ou colombianos?
Não. Ela vale para os nomeados e seus familiares imediatos, não para a população em geral nem para os governos.
Saber mais
- Departamento de Estado dos EUA — restrições de visto a bolivianos
- Departamento de Estado dos EUA — política de vistos de setembro
- AFP via Kuwait Times — restrições a colombianos e bolivianos
- Gazeta do Povo — nomes na Bolívia e Escudo das Américas
- Infobae — nomes na Colômbia
- Rio Times — reação do deputado Rolando Pacheco
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