Espanha condena 'insultos e calúnias' de Milei, que chamou Sánchez de ditador em Madrid
Chanceler Albares comanda a pasta que acusou o argentino de estimular a violência; eleição espanhola é em 29 de novembro.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha condenou, nesta quarta-feira (21), os "insultos e calúnias" do presidente argentino, Javier Milei, ao premiê Pedro Sánchez. Milei chamou Sánchez de "inapresentável ditador" em Madrid, em evento do Nueva Economía Fórum. A nota diz que a Espanha "não aceita interferências externas".
A crise envolve a Argentina, vizinha do Rio Grande do Sul e sócia do Brasil no Mercosul, e a Espanha, integrante da União Europeia. O choque ocorre em plena pré-campanha: Milei também chamou Sánchez de "delincuente" e pediu que os socialistas fossem tirados do governo "a patadas".
O que diz a nota espanhola
O ministério condenou "enfaticamente" os insultos contra Sánchez, a Espanha e os espanhóis e rejeitou o chamado ao uso da violência feito por Milei na manhã de quarta. Para a pasta, é indigno que o chefe de Estado de uma nação irmã visite o país só para fomentar polarização e violência entre espanhóis e entre Espanha e Argentina. A nota não anuncia convocação de embaixador nem outra medida diplomática.
Sánchez respondeu com um vídeo no X, no qual disse ter orgulho de ser "zurdo", termo que Milei usa para desqualificar adversários.
Não é a primeira vez
Em maio de 2024, falas de Milei contra Sánchez e a mulher dele, Begoña Gómez, provocaram uma crise diplomática, e a Espanha retirou a embaixadora de Buenos Aires. Desde que assumiu, Milei fez várias viagens à Espanha, nenhuma oficial, e não se encontrou com Sánchez em nenhuma delas.
Eleição em 29 de novembro
As pesquisas divergem. A GAD3, para o grupo Vocento, dá 31,4% ao Partido Popular (PP), com 133 cadeiras, e 107 cadeiras ao PSOE. O barômetro de outubro do CIS, instituto público de pesquisa, aponta o PSOE na frente, com 34%, contra 22,2% do PP.
Os espanhóis vão às urnas em 29 de novembro, data da eleição geral que definirá o próximo governo.
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