Entidades de Caxias cobram de Lula disciplina fiscal, juros menores e freio a plataformas
CIC, Simecs, Sindilojas e Sindicomerciários apresentam suas expectativas para o novo mandato; a CDL Caxias preferiu não se posicionar.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Entidades empresariais e sindicais de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, listaram nesta segunda (26) o que esperam do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a reeleição. Aparecem nas manifestações disciplina fiscal, redução de juros e da carga tributária, segurança jurídica e combate à concorrência de plataformas estrangeiras.
O Tribunal Superior Eleitoral anunciou a reeleição de Lula nesta segunda (26), um dia após o segundo turno.
Para quem produz e vende na Serra, as cobranças tratam de custo de produção, crédito e concorrência no balcão. Também aparece o emprego, na visão dos trabalhadores do comércio.
Indústria pede contas em ordem e menos custo Brasil
O presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler, defendeu disciplina fiscal, redução da carga tributária, segurança jurídica e eficiência da administração pública. Pediu ainda reformas que reduzam o custo Brasil, atenção à infraestrutura logística, qualificação profissional e fortalecimento da indústria nacional. Segundo Rezler, essas diretrizes constam na Carta de Princípios e Demandas do Setor Produtivo da Serra Gaúcha, documento que reúne as prioridades da entidade.
O presidente do Simecs, Paulo Scopel, ligou os juros ao ajuste fiscal. Para ele, compromissos concretos com o equilíbrio das contas públicas criam condição para uma redução sustentável da taxa e para mais investimento produtivo. Scopel também citou previsibilidade, inovação, modernização tecnológica e transição energética como pontos para ampliar a competitividade e gerar empregos de qualidade na Serra.
Comércio quer isonomia com plataformas internacionais
A presidente do Sindilojas, Márcia Costa, disse que o comércio precisa de segurança jurídica, estabilidade e previsibilidade para investir. A prioridade do setor, afirmou, é enfrentar a concorrência desleal das plataformas internacionais, com isonomia tributária, fiscalização mais forte e exigências equivalentes para quem atua no mesmo segmento. Márcia também cobrou do governo diálogo e gestão "para toda a sociedade", diante do cenário eleitoral polarizado.
Trabalhadores esperam mais direitos e empregos
O presidente do Sindicomerciários Caxias, Nilvo Riboldi Filho, espera que o novo governo aprofunde a valorização dos direitos dos trabalhadores. Segundo ele, o país deve manter como pilares o respeito aos direitos trabalhistas, a geração de empregos de qualidade e a valorização do trabalho.
A CDL Caxias preferiu não se posicionar porque, pelo estatuto, é uma entidade apartidária.
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