Reino Unido sanciona 15 comandantes dos dois lados da guerra no Sudão
Londres congela bens e proíbe viagens de militares, milicianos e agentes de segurança acusados de violência sexual, tortura e ataques a civis.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Reino Unido sancionou nesta segunda (26) 15 comandantes militares, líderes de milícias e responsáveis de segurança dos dois lados do conflito no Sudão. Londres os acusa de violência sexual, tortura e ataques a civis ligados à queda de El Fasher.
As sanções impõem proibição de viagem e congelamento de bens aos alvos. As sanções buscam pressionar por responsabilização numa guerra longe do Rio Grande do Sul. A ONU descreve o conflito como a maior crise de fome e deslocamento do mundo.
Entre os sancionados há comandantes das Forças de Apoio Rápido (FAR) e das Forças Armadas sudanesas, além de líderes de grupos armados aliados ao Exército. O governo britânico cita nominalmente Hussein Abu Jalak, coronel das FAR ligado a atrocidades durante o cerco a El Fasher. Também nomeia Al-Nour Ahmed Adam ("Al-Qubba"), apontado como figura de destaque no cerco e nos ataques à cidade.
Um ano depois da queda de El Fasher
A decisão chega um ano após a queda de El Fasher, capital de Darfur do Norte, onde civis sofreram cerco prolongado, relatos de execuções em massa e violência sexual generalizada. Segundo o governo britânico, a ação seguiu pesquisa do Centre for Information Resilience, financiada por Londres. O estudo documentou fome sistemática e violência sexual contra civis por ambos os lados.
Fome atinge 20 milhões
Segundo a ONU, 20 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, 200 mil delas em nível de catástrofe. O risco de fome cresce em partes de Darfur e do Kordofan. Mais de 700 mil deslocados em Tawila estão sem comida, água e atendimento de saúde.
Londres também prometeu mais £ 15 milhões (cerca de US$ 20 milhões) em apoio humanitário e a sobreviventes. A ajuda será reforçada em El Obeid e em Darfur do Norte, onde a guerra e uma seca ligada ao El Niño ameaçam provocar fome.
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