Engenheiro agredido em Santos perto de ato pró-Lula tem morte encefálica confirmada
O 4º Distrito Policial investiga o caso, inclusive como latrocínio, e a Polícia Civil ainda não esclareceu a motivação nem identificou os agressores.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

O engenheiro ambiental e mestrando da Unifesp Marcelo de Oliveira Rocha, 30 anos, teve a morte encefálica confirmada pela família no domingo (25). Ele havia sido encontrado gravemente ferido na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral paulista. A Polícia Civil investiga o caso.
Não há envolvidos ou órgãos gaúchos no caso. O episódio entra no noticiário nacional por ter ocorrido junto a um evento político, e a polícia ainda não apontou motivação política para a agressão.
O que se sabe sobre a agressão
Marcelo assistia a uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 3h, deixou o grupo para ir ao banheiro e não voltou. Os amigos o encontraram inconsciente na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
O Samu o levou à Santa Casa de Santos. Lá, ele precisou ser intubado e ficou na UTI, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A Polícia Militar foi acionada, mas a vítima já tinha sido socorrida quando os agentes chegaram.
Segundo o boletim de ocorrência, descrito pela SSP, Marcelo foi agredido por diversos indivíduos e teve o celular e outros pertences roubados.
Polícia analisa imagens e investiga latrocínio
A SSP informou que o caso é investigado pelo 4º Distrito Policial de Santos. Entre as linhas de investigação está o latrocínio, que é roubo seguido de morte.
O grupo suspeito fazia uma transmissão ao vivo no momento em que cercou a vítima. As imagens, divulgadas nas redes sociais, devem ajudar a investigação. Câmeras de segurança também mostram Marcelo sendo cercado e atacado. A ação dura pouco tempo, e os suspeitos fogem a pé e de bicicleta.
A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica, a motivação e a identidade dos envolvidos. A SSP não informou se há suspeitos identificados ou presos.
Banda cita homofobia; Unifesp pede punição
Em nota nas redes sociais, a Esquerdantina manifestou solidariedade à vítima e à família e repúdio à homofobia. O grupo cobrou rápida apuração dos fatos e punição dos responsáveis. A banda afirmou que publicações levantaram a possibilidade de motivação homofóbica. A polícia não confirmou essa hipótese.
A Unifesp, onde Marcelo cursava o mestrado, divulgou nota de repúdio e pediu que os envolvidos sejam punidos. A universidade afirmou que a violência não pode ser tolerada, independentemente das motivações que venham a ser esclarecidas.
A investigação segue no 4º DP de Santos. Quem tiver imagens ou informações sobre o caso pode procurar a delegacia ou ligar para o Disque-Denúncia, no 181.
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