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Agro

Emater reduz safra de trigo do RS para 2,16 milhões de toneladas; área é 34,56% menor

Segunda estimativa tira 51,1 mil hectares da projeção anterior, e as chuvas ameaçam o PH e a germinação dos grãos que já estão na colheitadeira.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Lavoura de trigo com colheitadeira ao fundo, em área de cultivo no Rio Grande do Sul.
Foto: Divulgação/Jornalnoroeste

A Emater/RS-Ascar reduziu a estimativa da safra de trigo gaúcha para 2.161.922 toneladas, segundo a segunda projeção divulgada nesta quinta (22). A área cultivada soma 763.121 hectares, 34,56% menos que os 1.166.163 hectares de 2025. A produção fica 37,48% abaixo das 3.458.083 toneladas colhidas no ano passado.

Quadro: Emater reduz safra de trigo do RS para 2,16 milhões de toneladas; área é 34,56% menor
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Para o triticultor e para a indústria de moagem do RS, a revisão significa menos grão disponível no Estado.

O que mudou desde a primeira estimativa

A Emater reduziu a área estimada de 814.220 para 763.121 hectares, diferença de cerca de 51,1 mil hectares. A produtividade projetada subiu de 2.701 para 2.833 quilos por hectare. Com isso, a produção passou de aproximadamente 2,20 milhões para 2,16 milhões de toneladas, recuo de 1,7%.

A produtividade projetada também fica abaixo da de 2025, que foi de 2.968 quilos por hectare, segundo dados do IBGE citados pela própria Emater. Na safra passada, o RS colheu 3.458.083 toneladas com essa média.

Por que o produtor semeou menos

Ao acompanhar a semeadura, a Emater já apontava a combinação de fatores por trás do encolhimento. Entre eles estavam restrições de crédito, menor nível tecnológico, custos de produção elevados e incertezas sobre o clima durante o ciclo. Em algumas regiões, parte das áreas poderia ser ocupada por culturas alternativas, plantas de cobertura ou pecuária.

Chuva e pouco sol ameaçam a qualidade

Chuvas frequentes e baixa radiação solar seguem afetando a maturação e a colheita. A Emater manifestou preocupação com a queda do peso hectolitro (PH) e com a atividade enzimática ligada à germinação na espiga, que reduzem o valor comercial do trigo.

A colheita alcançou 19% da área cultivada no RS, e 80% das lavouras ainda estão em enchimento de grãos e maturação. Ou seja, a maior parte do trigo ainda está exposta ao tempo. Neimar Peroni, organizador do Informativo Conjuntural da Emater, alertou que a projeção pode ser revisada para baixo se os resultados esperados no campo não se confirmarem.

Colheita foi aberta em Cruz Alta

A colheita de trigo do RS foi oficialmente aberta na quinta-feira (22), em Cruz Alta. Pelos dados de área de 2026, o município é o segundo do Estado em área de trigo, atrás apenas de Palmeira das Missões.

Cruz Alta fica no Planalto Médio, região de lavouras que concentra parte relevante do cereal gaúcho. Na abertura, o secretário falou da contribuição dos produtores e da cadeia do trigo e citou as condições do clima e os custos de produção como pontos de atenção para a cultura.

A Emater/RS-Ascar atualiza as estimativas da safra de inverno ao longo da colheita. Os informativos conjunturais do órgão trazem o avanço semanal da colheita e as condições das lavouras, e os dados ficam disponíveis no site da instituição.

Perguntas frequentes

Qual é a estimativa de safra de trigo do RS segundo a Emater?

A segunda estimativa é de 2.161.922 toneladas, com área de 763.121 hectares.

Quanto a área de trigo caiu em relação a 2025?

A área cultivada recuou 34,56%, de 1.166.163 para 763.121 hectares.

Por que a qualidade do trigo gaúcho está em risco?

Chuvas frequentes e baixa radiação solar reduzem o peso hectolitro e favorecem a germinação na espiga.

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