DRACO cumpre 16 buscas em Passo Fundo; líder do grupo mandava de dentro do presídio
Quatro dos cinco alvos de prisão já estavam no sistema prisional; delegado espera que a nova Cadeia Pública dificulte o uso de celulares pelos presos.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 06:29 · 2 min de leitura

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta (15) a Operação Mãe do Crime, em Passo Fundo. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva contra uma organização criminosa ligada a tráfico de drogas, armas, receptação e estelionato.
Segundo a polícia, o ponto central da investigação é que o chefe do grupo já estava preso e, mesmo assim, seguia dando ordens para a rua. A investigação encontrou uma estrutura organizada com o comando dentro do presídio. De lá, o principal investigado definia o que os integrantes do grupo deveriam fazer em Passo Fundo.
Quatro dos cinco alvos já estavam presos
Quatro dos cinco alvos dos mandados de prisão preventiva já cumpriam pena por outros crimes. O quinto estava em liberdade e foi preso durante a operação. Uma sexta pessoa foi presa em flagrante por tráfico, e os policiais apreenderam maconha.
Quem coordenou a ação foi o delegado Venicios Demartini, titular da DRACO de Passo Fundo. Conforme a Polícia Civil, o líder do grupo e o segundo na hierarquia já estão atrás das grades. A operação teve apoio de delegacias da 6ª Delegacia de Polícia Regional de Passo Fundo e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Delegado aponta celular na cela como problema recorrente
Em entrevista à Rádio Uirapuru depois da operação, Demartini disse que o caso não é isolado. Segundo ele, presos condenados a muitos anos conseguem celulares dentro das cadeias e seguem em contato com o grupo do lado de fora.
O delegado também falou da nova Cadeia Pública de Passo Fundo. As celas da unidade não terão energia elétrica, e a expectativa é que isso dificulte o uso e a recarga dos aparelhos. Demartini disse esperar que a cadeia "inviabilize a entrada desse tipo de aparelho", segundo a emissora.
Transferência dos líderes depende do inquérito
Conforme Demartini, levar lideranças para outras unidades depende de requisitos legais e da análise das autoridades competentes. No caso da Mãe do Crime, o assunto pode ser avaliado depois que a investigação terminar e o inquérito for remetido. Se houver necessidade, a Polícia Civil pode pedir que uma transferência seja analisada.
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