Doze migrantes morrem em dois naufrágios no Egeu, perto de Samos e Lesbos, na Grécia
Entre as vítimas há um bebê; a guarda costeira grega prendeu dois suspeitos de conduzir as lanchas e 22 pessoas foram resgatadas.
Redação Bairrista · 19 de outubro de 2026 às 10:16 · 2 min de leitura

Doze migrantes morreram nesta segunda (19) em dois episódios separados no mar Egeu, ao largo das ilhas gregas de Samos e Lesbos, segundo as autoridades da Grécia. As embarcações viraram enquanto a guarda costeira as perseguia. Seis pessoas morreram em cada ocorrência.

Em Lesbos, a lancha bateu em uma embarcação da guarda costeira. Os naufrágios ocorreram em águas gregas, na rota entre a Turquia e as ilhas do Egeu, uma das principais portas de entrada de migrantes na União Europeia, tema que mexe com as políticas de fronteira e de refúgio discutidas no mundo todo, inclusive no Brasil.
Samos: lancha virou após manobra brusca
Cinco homens e uma mulher morreram quando uma lancha vinda da Turquia fez uma manobra repentina e virou a cerca de quatro milhas náuticas ao norte de Samos, segundo a guarda costeira. O barco foi detectado em alta velocidade, primeiro em águas territoriais turcas e depois em águas gregas.
Os 14 sobreviventes são todos homens e foram levados ao porto de Vathy. Três foram ao hospital e os outros 11 seguiram para o centro fechado de recepção de Samos. Um deles, de nacionalidade iraniana, foi preso sob suspeita de contrabandear os demais. As buscas por possíveis desaparecidos continuam na região.
Lesbos: lancha bateu em barco da guarda costeira
Em Lesbos, seis migrantes, entre eles um bebê, foram encontrados mortos depois que uma lancha colidiu com uma patrulha da guarda costeira ao sul de Agrielia. Segundo o jornal grego Ekathimerini, as vítimas são quatro homens, uma mulher e o bebê.
Oito pessoas foram resgatadas (quatro homens, duas mulheres e duas crianças) e levadas ao hospital de Lesbos. Entre elas estava um turco de 37 anos, preso como suspeito de comandar a lancha. As nacionalidades dos passageiros não foram divulgadas.
Governo culpa traficantes
O governo grego prometeu "tolerância zero" com os traficantes de migrantes, a quem atribuiu as mortes.
Não é o primeiro choque desse tipo neste ano. Em 3 de fevereiro, uma lancha com migrantes colidiu com uma patrulha da guarda costeira perto da ilha de Chios, e ao menos 15 pessoas morreram. Os relatos dos sobreviventes contradisseram a versão da guarda costeira naquele caso.
Em Samos, as buscas por desaparecidos seguem na área do naufrágio, segundo a guarda costeira grega.
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