Dono de escola de vôlei de Veranópolis é preso suspeito de abusos contra adolescentes
Polícia Civil apreendeu celulares e computadores com registros de nudez de alunos, e o investigado não tinha formação em educação física.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta terça (20), o proprietário de uma escola de voleibol de Veranópolis, de 29 anos. Leandro Gayeski, dono do Centro de Treinamento Associação Unidos pelo Voleibol, é suspeito de crimes sexuais contra adolescentes que treinavam na escola, na Serra Gaúcha.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar os adolescentes, incluindo estudantes de outros municípios que moravam no alojamento. A polícia ainda não sabe quantas pessoas podem ter sido vítimas.
O caso chegou à polícia em julho, após uma denúncia feita pelo pai de um dos alunos. Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou registros de nudez e exposição de partes íntimas de alunos em celulares e computadores apreendidos. O delegado Tiago Madalosso Baldin conduz o inquérito, que, segundo ele, tem como alvo o homem preso, e não a escola como instituição.
Câmeras no alojamento e festas com bebida
A polícia aponta que Gayeski era responsável pelos jovens alojados e tinha acesso às câmeras de videomonitoramento instaladas dentro do imóvel. Segundo a investigação, os adolescentes eram monitorados pelo sistema, com acesso restrito ao suspeito.
Segundo os investigadores, ele organizava festas com os alunos, oferecia bebida alcoólica e teria gravado jovens em situação de vulnerabilidade. As imagens envolveriam adolescentes de 14 a 17 anos.
A Polícia Civil também apura denúncias de que ele chamava alunos à casa dele com a promessa de tratamentos para melhorar o rendimento no esporte. Nesses encontros, os adolescentes teriam sido vítimas de abusos sexuais. De acordo com os investigadores, ele não tinha formação nem habilitação para fazer os procedimentos apresentados como tratamentos fisioterápicos.
Baldin afirmou que Gayeski se apresentava como profissional de educação física, mas não tinha formação na área. O delegado disse que a informação foi conferida com o Conselho Regional de Educação Física do RS. Ele era responsável pelos treinos dos meninos. Outra treinadora, que não é alvo da investigação, conduzia as aulas das meninas.
Crimes investigados e suspensão no esporte
Entre os crimes investigados estão violação sexual mediante fraude, corrupção de menores, armazenamento de imagens de nudez envolvendo adolescentes e exercício ilegal de profissão. A polícia também apura o fornecimento de bebida alcoólica a menores de idade.
A Federação Gaúcha de Vôlei determinou a suspensão preventiva e imediata do investigado de todas as atividades oficiais da entidade, o que inclui atuar como técnico, dirigente ou representante institucional. A suspensão vale enquanto durarem os procedimentos legais. A federação encaminhou o caso aos órgãos disciplinares competentes, que vão analisar o caso do ponto de vista esportivo.
O advogado Darlan Silva, que defende Gayeski, informou que a audiência de custódia estava marcada para as 15h desta quarta (21). Segundo ele, a defesa vai avaliar as medidas cabíveis depois do resultado. A defesa não se manifestou sobre o mérito das acusações.
O inquérito segue na Polícia Civil de Veranópolis. Quem tiver informações sobre o caso pode procurar a delegacia da cidade ou o Disque 100, canal nacional para denúncias de violência contra crianças e adolescentes.
Perguntas frequentes
Quem foi preso em Veranópolis?
Leandro Gayeski, de 29 anos, dono do Centro de Treinamento Associação Unidos pelo Voleibol, foi preso preventivamente na terça-feira (20) sob suspeita de crimes sexuais contra adolescentes.
Quais crimes estão sendo investigados?
Violação sexual mediante fraude, corrupção de menores, armazenamento de imagens de nudez envolvendo adolescentes, exercício ilegal de profissão e fornecimento de bebida alcoólica a menores.
Como fazer denúncia sobre esse caso?
Quem tiver informações pode procurar a Polícia Civil de Veranópolis ou ligar para o Disque 100, canal nacional para denúncias de violência contra crianças e adolescentes.
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