Dona da Casa de Bolos é solta após prisão por rato no bolo; 2 lojas seguem fechadas
Cliente comeu o bolo por cerca de três dias antes de achar o roedor; a Polícia Civil afirma que o rato foi assado junto com a massa.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 08:52 · 2 min de leitura

A proprietária da Casa de Bolos da unidade Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre, foi solta nesta quinta (15), depois de audiência de custódia. Ela havia sido presa em flagrante nesta quarta (14), depois que um cliente denunciou ter encontrado um rato morto dentro de um bolo comprado no estabelecimento. Amanda Borges Lopes Schenk, 41 anos, é investigada por crime contra as relações de consumo.

Para quem compra na rede, a mudança é direta: a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária fiscalizaram duas unidades, e as duas foram interditadas , a da Cavalhada e a do Centro. Elas só podem reabrir depois de se adequarem às exigências sanitárias e de passarem por nova vistoria.
Rato foi assado junto com o bolo, diz a polícia
O cliente comeu o bolo por cerca de três dias até perceber o animal. Segundo a Polícia Civil, ele não teve sintomas, mas procurou um infectologista e tomou medicação preventiva. Deve ficar atento a possíveis sintomas pelos próximos 30 dias.
A delegada responsável pelo caso, da Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon), afirma que o rato foi assado junto com o alimento. A polícia descarta que o animal tenha sido colocado de propósito. A investigação trata como "quase impossível" que o roedor tenha entrado no bolo depois que ele saiu da loja.
Fiscalização achou fezes, urina e produtos vencidos
Agentes da Decon, com apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital, fizeram fiscalizações em estabelecimentos da empresa nas regiões Sul e Central de Porto Alegre.
Encontraram fezes e urina de roedores, produtos com validade vencida e condições inadequadas de higiene. Segundo a delegada, havia fezes de roedores sobre potes de alimentos e perto do local de produção, além de grades enferrujadas e produtos com fungos. Na loja do Centro, as condições eram semelhantes.
Liberdade com condições
A liberdade provisória foi concedida com condições, incluindo a obrigação de adequar os estabelecimentos às normas de saúde e higiene. Cumprida essa etapa, a Vigilância Sanitária faz nova vistoria para decidir se as lojas podem voltar a funcionar.
O que dizem a defesa e a rede
Em nota, os advogados Hoiama Homem Pareta e Ivan Pareta Júnior afirmam que os fatos são tratados com "a máxima seriedade". Dizem que a loja mantém há mais de 11 anos contrato com empresa de dedetização e controle de pragas, sem ocorrências anteriores. Informam ainda que uma auditoria interna vai apurar todas as circunstâncias, inclusive a possibilidade de sabotagem por funcionário insatisfeito.
A franqueadora também se manifestou. A nota diz que, "embora as unidades sejam operadas por franqueados independentes, todas devem seguir as diretrizes e os padrões operacionais e sanitários estabelecidos pela rede".
Ela informou que conduz apuração interna e que adotará as medidas contratuais cabíveis.
A Polícia Civil não informou quando a Vigilância Sanitária fará a nova vistoria nas lojas da Cavalhada e do Centro. As duas seguem interditadas até lá.
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