🔍
Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 204,3 mil ▲ 0,01%18°C ⛅
PolíciaBrasil

Djamila Ribeiro cobra da PF apuração sobre refugiadas ucranianas no caso Vorcaro

A colunista diz que o inquérito só saiu em maio, três meses após a primeira denúncia dela, e que levou o caso à Procuradoria-Geral da Ucrânia.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 21:25 · 1 min de leitura

Foto de Djamila Ribeiro, colunista da Folha de S.Paulo, crédito Heitor Carvalho Jorge, Wikimedia Commons
Foto: Heitor Carvalho Jorge / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A colunista Djamila Ribeiro cobrou da Polícia Federal (PF), em texto publicado nesta quinta (15), investigação sobre um suposto tráfico de mulheres para exploração sexual ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A coluna, na Folha de S.Paulo, responde à reportagem do UOL divulgada na terça (13), que cita refugiadas ucranianas entre as mulheres recrutadas.

A cobrança é por apuração de crimes que, no Código Penal, incluem tráfico de pessoas (artigo 149-A) e favorecimento da prostituição (artigo 228).

Denúncia desde fevereiro, inquérito só em maio

Ribeiro afirma que denuncia desde 19 de fevereiro a falta de investigação da PF sobre o possível tráfico de mulheres. Segundo a colunista, a PF só abriu inquérito em maio, depois de representações de parlamentares mulheres.

Ela conta que incentivou a deputada federal Tabata Amaral a apresentar uma dessas representações.

A colunista diz ainda que levou o caso à Procuradoria-Geral da Ucrânia, junto com a organização ucraniana La Strada. Ela afirma ter anexado a reportagem do UOL traduzida para o inglês.

O que diz a reportagem e o que diz Vorcaro

De acordo com o UOL, mensagens encontradas pela PF no celular do ex-banqueiro indicam que ele seria sócio oculto de uma rede de prostituição montada a partir de 2023. Os diálogos apontam pelo menos R$ 4,3 milhões investidos e a busca por mulheres de vários países, entre elas refugiadas da guerra na Ucrânia.

A defesa de Vorcaro divulgou nota em que ele nega as acusações. Ele também diz que parte das mensagens não é autêntica e que os vazamentos tiram do contexto conversas privadas.

"Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres", afirmou.

As mensagens são alegações sob investigação e não foram comprovadas pela Justiça.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também