Quinta-feira, 5 de novembro de 2026Porto Alegre 27° parcialmente nubladoJornal do diaReceber no WhatsApp
Buscar
UrgenteDefesa Civil confirma tornado em Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul
Dólar R$ 5,48 ▼ 0,18%Euro R$ 6,15 ▲ 0,18%Ibov 166,8 mil estávelNasdaq 24,6 mil estávelB3 · às 14:10
Dólar R$ 5,48 ▼0,18%Euro R$ 6,15 ▲0,18%B3 166,8 mil ▲0,00%Nasdaq 24,6 mil ▼0,00%Soja R$ 144,42 ▲0,23%Arroz R$ 109,94 ▲3,23%Boi R$ 387,88 ▲0,00%
BrasilPolíticaAfeta o RS

Dino é sorteado relator de ação da CNC que pede adiar fim da 6x1 para outubro de 2027

A confederação do comércio quer mais tempo para a primeira etapa da redução da jornada, marcada para 16 de dezembro, e o governo prevê um decreto na segunda (9).

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Flávio Dino em cerimônia oficial de posse, em janeiro de 2023 (foto de arquivo).
Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta quarta-feira (4) para relatar a ação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que questiona o prazo de entrada em vigor do fim da escala 6x1. A entidade quer que a primeira etapa, hoje marcada para 16 de dezembro de 2026, comece só em 16 de outubro de 2027.

Enquanto o Supremo não decidir, as datas da emenda constitucional continuam valendo para todo o país, inclusive para trabalhadores e empregadores do Rio Grande do Sul. No comércio gaúcho, o Sindilojas-VRP, sindicato do varejo de Santa Cruz do Sul e região, filiado à Fecomércio-RS, informou que acompanha o processo. A entidade defende prazo adequado de adaptação para as empresas e afirmou que seguirá orientando o varejo da sua área.

Infográfico: Fim da 6x1: calendário atual e o adiamento que a CNC pede
Linha do tempo · Bairrista

O que a CNC pede ao Supremo

A CNC protocolou na terça-feira (3) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com pedido de medida cautelar. A confederação pede o adiamento da primeira etapa para 16 de outubro de 2027. O limite final de 40 horas semanais, previsto para dezembro de 2027, passaria para outubro de 2028, segundo a proposta da entidade.

A CNC argumenta que 60 dias são insuficientes para mapear postos, contratar, reestruturar turnos e renegociar convenções coletivas. A ação também questiona a diferença entre o prazo do setor privado e o prazo de até um ano para adaptar contratos públicos de terceirização.

A confederação afirma que não pretende derrubar o fim da escala 6x1 nem a redução da jornada. Segundo a entidade, o objetivo é apenas ampliar o prazo de adaptação das empresas.

Calendário segue valendo até decisão

A emenda foi promulgada pelo Congresso em outubro. Pelo cronograma em vigor, a primeira etapa começa em 16 de dezembro, 60 dias depois da promulgação. Nessa fase, a jornada máxima semanal cai de 44 para 42 horas, e o trabalhador passa a ter dois dias de descanso remunerado. A etapa final, de 40 horas semanais, está prevista para dezembro de 2027.

Dino poderá decidir individualmente sobre a suspensão dos prazos antes de levar a questão ao plenário do Supremo. Não há decisão do STF alterando o calendário.

Decreto de Marinho é outro movimento

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse na quarta (4) que o governo pretende publicar um decreto regulamentador na segunda-feira (9). Segundo ele, o texto deve orientar a transição e a organização das escalas com os setores econômicos. O decreto ainda não foi publicado, e o conteúdo completo não foi divulgado.

No comércio do RS, a discussão já mexe com o planejamento das lojas. Uma reportagem de 2 de novembro sobre concessionárias citou que lojas de veículos gaúchas avaliavam fechar mais um dia por semana como forma de adaptação.

Serviço: o que vem pela frente

A primeira etapa da redução, de 44 para 42 horas semanais com dois dias de descanso remunerado, está marcada para 16 de dezembro de 2026. Marinho prevê o decreto para segunda-feira (9). O pedido de liminar da CNC está com Flávio Dino, no STF. O calendário só muda se o ministro ou o plenário decidirem nesse sentido.

Perguntas frequentes

O que muda para o trabalhador agora?

Até decisão do STF, valem as datas da emenda: a primeira etapa começa em 16 de dezembro, com jornada de 44 para 42 horas e dois dias de descanso remunerado.

Quando a CNC quer que a primeira etapa comece?

A CNC pede que ela comece em 16 de outubro de 2027, e não em 16 de dezembro de 2026, e que o limite final de 40 horas passe para outubro de 2028.

Quem é o relator da ação?

O ministro Flávio Dino, do STF, foi sorteado nesta quarta-feira (4) para relatar a ação da CNC.

O que vem depois?

O governo prevê publicar um decreto regulamentador na segunda-feira (9), e o pedido de liminar segue com Dino, que pode decidir individualmente antes de levar o caso ao plenário.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Receba as 5 do dia no WhatsApp

As notícias que importam para ti, todo dia de manhã. De graça, sai quando quiser.

Depois tu escolhe região, time e horário. Sem spam e de graça, como tem que ser. privacidade

Do interior do RS