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Urgente Pretto atribui reeleição de Lula à "movimentação social"; no RS, Flávio teve 57,84%
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Derrota de Flávio abre disputa na direita; Tarcísio é o nome mais citado para 2030

Lula foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, e o campo conservador começa a redesenhar a liderança num cenário ainda aberto.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito presidente com 51,78% dos votos válidos.
Foto: Arquivo ABr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Com 99,95% das seções apuradas, o petista somou 51,78% dos votos válidos (64.217.873 votos), contra 48,22% (59.806.787) de Flávio. Às 21h10, com 98,27% das seções totalizadas, a vantagem já era de 51,75% a 48,25%.

Quadro: Derrota de Flávio abre disputa na direita; Tarcísio é o nome mais citado para 2030
Em números · Bairrista

Para o eleitor gaúcho, o resultado define quem governa até 2030 e abre a disputa pela sucessão. Reeleito, Lula não pode disputar um terceiro mandato consecutivo em 2030. A direita chega a esse ciclo sem um nome consolidado.

Virada inédita e Congresso com PL forte

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio tinha ficado na frente, com 47,03% dos votos válidos (56.104.268), contra 45,16% de Lula (53.876.617). Foi a primeira vez que o Brasil teve uma virada do primeiro para o segundo turno em eleição presidencial. O resultado contrariou as pesquisas, que colocavam Flávio na liderança.

A votação de Flávio mostra que o eleitorado de direita segue mobilizado. O PL terá a maior bancada da Câmara no próximo Congresso.

Tarcísio evita falar de 2030

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o nome mais citado no campo conservador. Ele foi reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT).

Tarcísio nunca assumiu uma pré-candidatura. Em 7 de outubro, negou que exista acordo para disputar a Presidência em 2030. Dois dias antes, em entrevista à GloboNews, disse: "Eu nem estou pensando nisso." Em agosto, havia dito que "talvez" dispute a Presidência no futuro. Ele não se manifestou sobre 2030 depois do segundo turno.

Flávio enfrenta questionamentos no STF

A derrota chega com o senador envolvido em dois procedimentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles é um procedimento investigatório ligado ao Inquérito 5026, sob relatoria do ministro André Mendonça, sobre suspeitas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse". O outro é um pedido de abertura de inquérito enviado pela Polícia Federal sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. O caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, e Flávio pediu acesso aos autos.

Esse segundo caso tem ligação com o Rio Grande do Sul. A apuração começou na Justiça Federal gaúcha e subiu ao STF quando surgiram elementos envolvendo Flávio, que tem foro privilegiado.

Outros nomes circulam

Entre os possíveis protagonistas de um cenário pós-Bolsonaro aparecem o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o influenciador Pablo Marçal e Renan Santos, do partido Missão. Nikolas e o deputado Lucas Pavanato (PL-SP) já estão entre os mais votados da história. Nenhum deles anunciou candidatura para 2030.

O novo mandato de Lula começa em 1º de janeiro de 2027, e a eleição presidencial seguinte está marcada para outubro de 2030.

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