Defesa de três presos pela morte de Claudir Boroto ainda não decide sobre habeas corpus
Advogado Vinicius Boniatti diz que tem acesso gradual à investigação, e a polícia tem 30 dias, prorrogáveis, para seguir apurando o caso.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

O advogado Vinicius Boniatti, que representa os três homens presos pela morte do empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos, afirmou que ainda não definiu se pedirá habeas corpus. Para ele, ainda é cedo para falar do mérito do caso ou das medidas que vai tomar.
Por enquanto, os três seguem presos. A prisão é temporária, e a polícia tem prazo para concluir as diligências antes de a Justiça decidir se converte a medida em preventiva ou se os investigados voltam à liberdade.
Defesa ainda reúne informações
Boniatti disse que esteve presente quando a polícia cumpriu os mandados de prisão e de busca e apreensão e que ainda conhece aos poucos o que foi apurado. Ele classificou o procedimento como extenso e complexo e afirmou que a defesa reúne informações para definir a estratégia jurídica mais adequada.
Questionado sobre pedir a liberdade dos clientes, o advogado respondeu: "É cedo para dizer." Segundo ele, o acesso ao material depende do que a polícia e o Judiciário forem liberando.
Presos em Bento Gonçalves na segunda (19)
A Justiça autorizou as prisões temporárias no início da tarde desta segunda (19), e os mandados foram cumpridos em Bento Gonçalves. Os presos têm 20, 36 e 44 anos. Um deles foi localizado no local de trabalho, em um supermercado. Os outros dois foram presos na 1ª e na 2ª Delegacias de Polícia da cidade, onde depunham sobre outros casos.
A Delegacia de Polícia de Farroupilha conduz o caso. O crime, um latrocínio (roubo seguido de morte), ocorreu em agosto na localidade de Sertorina, em Farroupilha. O corpo do empresário foi encontrado em um açude perto da propriedade rural, com graves lesões na cabeça causadas por um machado.
A principal hipótese da polícia é que o crime tenha sido planejado para subtrair cheques que estavam com a vítima e eliminar dívidas existentes. Nas buscas, os policiais encontraram duas pistolas e munições no apartamento de um dos investigados e apreenderam cheques e anotações. Os três presos seguem na condição de investigados.
Segundo o delegado Fernando Cruz Alexandre, responsável pelo caso, a investigação continua com a análise dos celulares dos suspeitos e dos objetos apreendidos. O prazo legal é de 30 dias, chegando a 60 no total se houver prorrogação.
Perguntas frequentes
Quem são os presos pela morte de Claudir Boroto?
Três homens, de 20, 36 e 44 anos, presos temporariamente após mandados cumpridos em Bento Gonçalves na segunda-feira (19).
Qual é o prazo da polícia para concluir a investigação?
O prazo legal é de 30 dias, podendo chegar a 60 dias no total se houver prorrogação.
Onde ocorreu o crime contra Claudir Boroto?
Na localidade de Sertorina, em Farroupilha, em agosto, onde o corpo foi encontrado em um açude.
Saber mais
- Jornal Semanário – Defesa de suspeitos de matar Claudir Boroto se manifesta
- Jornal Semanário – Os detalhes do crime que vitimou Claudir Boroto
- Spaço FM – Polícia Civil prende três suspeitos de latrocínio de empresário em Farroupilha (informações da Polícia Civil)
- O Estafeta – Três homens são presos por latrocínio de empresário em Farroupilha
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