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Defesa de Luque pede absolvição e chama médico de Maradona de 'bode expiatório'

Promotoria pede 12 anos de prisão por homicídio com dolo eventual, e os debates em San Isidro terminam nesta quinta (22).

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): Symbolic editorial illustration of a stately courthou
Ilustração: Bairrista

A defesa do neurocirurgião Leopoldo Luque, principal réu pela morte de Diego Maradona, pediu nesta quarta (21) a absolvição do médico. Os advogados Roberto Rallín e Francisco Oneto falaram ao Tribunal Oral em lo Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina. Rallín afirmou que Luque foi tratado como "chivo expiatorio" (bode expiatório) numa causa cheia de controvérsias médicas e judiciais.

A exposição da defesa durou cerca de oito horas. Os advogados sustentam que Maradona não tinha sinais de risco iminente e que a morte foi um episódio "súbito e imprevisível". Oneto também negou que Luque fosse responsável pela internação domiciliar do ex-jogador em Tigre, ao norte de Buenos Aires.

Defesa contesta a junta médica

Um dos pilares da acusação é o relatório de uma junta médica de cerca de 20 especialistas. O documento descreve Maradona como paciente com problemas cardíacos, renais e hepáticos e classifica o atendimento domiciliar como "inadequado, deficiente e temerário".

Oneto contestou essa conclusão. Segundo ele, a junta falou em miocardiopatia dilatada sem ter medido as cavidades do coração. O advogado também disse que Maradona sofreu um evento cardíaco agudo e imprevisível.

O que está em jogo para Luque

Luque responde por homicídio simples com dolo eventual. Nessa figura jurídica, a acusação entende que o réu sabia que suas ações ou omissões podiam levar à morte. O Ministério Público pede 12 anos de prisão para Luque. Somando promotoria e querelantes, os pedidos de condenação contra ele vão de 12 a 16 anos.

Como alternativa, a defesa pediu que, em caso de condenação, seja aplicada a pena mínima por homicídio culposo, de dois anos de prisão, sem inabilitação para exercer a medicina.

Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos. A fase de debates do julgamento termina nesta quinta (22), e o veredicto é esperado para dezembro.

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